domingo, 7 de outubro de 2012

Membrana / Limiar da Vida e Auto-destruição




Eis onde estamos, chegamos ao limite da vida, ao limite da morte, onde um termina e o outro começa, e assim alternando-se...cargas positivas, cargas negativas, lugares reais, lugares irreais, a subjetividade se fundindo com a objetividade, e nos levando a lugares que são reais dentro de nós, e isso é o que importa. De qualquer forma, não sejamos íons de potássio, cujos quais sempre ficam no meio de suas missões, não vão nem ficam, e quando vão, voltam rapidamente, e vice-versa, lembrando-se que ainda existe a possibilidade de ficarem no meio, devido à força elétrica, que repele uma carga positiva quando a mesma está a caminho de outra (me refiro à postura do potássio meio ao potencial de ação, e suas possibilidades...'de sair, de entrar, de voltar, de ir')...

Todos eles nos encaram, todos eles estão atrás de nós, e nós apenas observamos calmamente, enquanto vemos eles se inflando de coisas que não fazem sentido...nutrindo uma vida pequena, vazia, de fatores supérfluos, frios, crus. 

Eu, e meus universos adentráveis e diferenciados defendemos a ida ao limite da vida, a um ponto que não tem mais volta, um limiar. Queremos e vamos chegar a todos os limites vitais...a lugares que não são reais para muita gente, mas não são irreais como parecem. Chegaremos ao inferno, ao paraíso, ao extremo lado...À MALDITA MEMBRANA VITAL, E MANDAREMOS UM POSTAL, PORÉM ESPERO QUE NOS AVISTEM E NOS AVISEM COMO FOI, COMO SERÁ, E COMO ESTÁ SENDO DENTRE A REALIDADE PURA E PATÉTICA QUE ESTES HUMANOS DESFRUTAM.

Eu não quero pagar p´ra ver o resultado para o qual a tendência leva a humanidade. No momento mais importante, um verdadeiro momento limiar, todos se calam, todos se viram, todos se alienam mais, e mais, e mais...e eu não sei se consigo viver em um mundo desses. Não vou seguir a maldita multidão, não vou seguir a maldita massa. Não nos contentaremos com pouco, e para mim nada mais importa, nem sequer o meu individualismo e coletivo que coloco frequentemente aqui, cujos pivôs são 'eu' e 'nós'. 

Enquanto os comuns seguirão a tendência, a pseudo felicidade, e até o pseudo intelectualismo, NÓS vamos descobrir os limites da existência humana, seja ele causado pelo absurdo, bizarro, escroto, etc...
Verificaremos do mais absurdamente incrível às mais sujas latrinas, e estou disposto, mais do que nunca, a passar pela auto-destruição, a fim de conhecer o meu verdadeiro ideal.

E NÃO ME VENHA VOCÊ, MORALISTINHA DE MERDA, DIZER QUE ISSO NÃO FAZ PARTE DA MINHA VERDADEIRA MISSÃO, OU QUE SE CONSEGUE ENCONTRAR A VERDADEIRA FELICIDADE TENDO UMA VIDA COMUM...POIS ISSO É IMPOSSÍVEL! PARA MIM PELO MENOS É, ENTÃO, LOGO, TORNA-SE VERDADE...PARA MIM PELO MENOS...E PARA MUITA GENTE QUE PENSA ALÉM DO BÁSICO.

O que me atrai, meus caros, e creio que atrai aqueles que me seguem, cujos quais eu sigo também, É O VERDADEIRO LIMITE, A MEMBRANA VITAL, CUJA QUAL EU CONSEGUI VER EM UM BREVE SONHO DE UM SONO DE 3 MINUTOS E MEIO, MEIO À AULA DE FISIOLOGIA. Era uma verdadeira membrana, e eu estava em cima dela, ela estava me transportando, como um barco,  essa membrana simbolizava a minha vida, e havia outra membrana que era um universo paralelo, cujo qual se fundia ao meu universo, logo, esta membrana vital é tudo aquilo que sempre procurei, e tento aqui expressar parte da fusão maravilhosa que sinto quando esta é citada, e pensada, assim como a adolescência vivida anteriormente, no real passado, seja ele recente ou não, mais um limite a ser explorado, só lamento por isso não ser fácil, pela vida ser um plano falho, e pelo corpo humano ser extremamente limitado (Incrível em todo o seu nível macro e microscópico, mas limitado).

E como buscar esse limite da existência humana?
Eis uma pergunta difícil, porém, eu apelo para a auto-destruição, e tudo aquilo que a dor traz consigo, pois nenhuma dor tem seu fim sem nenhum aprendizado muito forte, e sei que é clichê dizer, mas foda-se, a dor nos fortalece mais do que qualquer outra sensação do universo.
Bem, como buscar o limite é mais complexo do que 'como não buscar o limite', e esta última pergunta pode ser claramente explicada...pela maldiiiita tendência, que acaba conosco dia após dia, e é um grande empecilho para o crescimento psicológico, assim como é uma seleção natural das coisas. Não há p´ra onde fugir, poderia ser diferente, mas com uma humanidade tão patética e necessitada de educação e atenção, pode-se dizer que é impossível enfocar o limite humano tendo a tendência sobre os teus planos. Eu ia deixar isso p´ro fim, mas foda-se, não tenho prazo, não tenho regras, não tenho sequer limites, AO MENOS AQUI NÃO, E A TENDÊNCIA NADA MAIS É QUE UM REGRESSO PSICOLÓGICO, A PIOR DE TODAS AS PESTES, A PIOR DE TODAS AS PRAGAS, SUPERA ATÉ A DOENÇA. 

Ok, ok...nós avançamos tecnologicamente dizendo...e o que mais??
Onde está o seu prazer pela vida?
Onde está o seu maldito ideal? (e é bom que seja um ideal que cole, não me venha com ideais fúteis de uma vidinha comum)
Onde está a porra do seu mundo???!

Sério, eu vejo gente cuja vida é tão vazia que me dá pena!
O cara se nutre de auto-apreciação com relação à beleza, se nutre de religião, se nutre de partidas de futebol! Se nutre de brigas, de dinheiro, etc...
Isso é uma vida PERDIDA!
Todas as fontes de prazer do ser humano se tornaram extremamente escassas, vagas, fúteis, banais e pobres de espírito e sentimento. 'O ópio de povo!!!", "Vamos distrair a nação!!"...

Logo, a humanidade sofre de uma falta de ideal muito grande, e isso é enraizado em uma série de outros fatores, que inclusive já discutimos...
Uma falta gera outra, e outra, e outra, e outra...e assim ficamos cada vez mais incompletos, mais insuficientes, sem alma, sem espírito, sem caráter, SEM IDEAL.

E aqui, meus caros, é que conseguimos ver isso claramente, o verdadeiro tamanho da desgraça, a importância para com relação àquilo que não é importante, o fator de tudo que não tem valor ser extremamente valorado, e tudo aquilo que realmente tem grande valor sendo tratado como lixo. 

Agora, mais do que nunca vejo que o meu verdadeiro ideal é chegar ao ápice da existência humana, mesmo que o preço a ser pago seja uma grande quantidade de auto-sacrifício e auto-destruição. E talvez seja isso que diferencie a mim e àqueles que me acompanham nessa jornada da massa propriamente dita. 'A busca por um ideal psicológico', eis um plano que pode e deve ser valorado. O indivíduo não tem noção do potencial que tem, porém, as escolhas que o mesmo faz o fecham, e o limitam...gradualmente.

Logo, onde me encontro?
Na tênue linha entre a realidade e a fantasia, me acompanham? :) 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Solidão

E como sempre eu tenho uma maldita dificuldade em começar o texto, e uma mania estranha de formar primeiro o título...
Talvez seja em questão do tempo que estou com ele na mente (apenas na mente) e em questão, também, da ânsia que tenho por expressá-lo e por fim, divulgá-lo (embora ache isso, como veremos a frente, uma grande desvaloração).
Não preciso de rascunhos, não preciso de 'pré-textos', nem nada do tipo, porém, talvez, isso fizesse uma grande diferença para mim, mas, sinceramente, eu acho que não há maior emoção do que escrever tudo uma única vez e de uma vez.

Pode-se dizer que, a solidão dita o meu ritmo de vida, ela chega até a me motivar em diversas ocasiões vitais. É incrível como esta, cada vez mais, torna-se presencial e necessária na minha vida. 

Creio que solidão seja o aumentativo da palavra 'sólido', uma vez que, para mim faz um intenso sentido pois, eu acho a mesma extremamente real e concreta. Citemos, por exemplo, um sentimento...seja ele qual for, ele é, e tem de ser, muito mais valorado quando é pensado e cultivado por um único indivíduo, ou até, com mais uma pessoa, e indo ao limiar, até com uma pequena roda de verdadeiro amigos. O sentimento quando divulgado para outrem, ou até, para uma comunidade, torna-se extremamente banalizado. A humanidade não está preparada para lidar com sentimentos grandes e intensos, a mesma é intensamente preconceituosa e falastrona. O humano, por si, é apodrecido, e não posso dizer que fujo a regra, porém tento ser menos apodrecido, tento apreciar os grandes sentimentos que tenho, a subjetividade que a mim se destina, e que por mim é evoluída, etc...(mas ainda estou muito longe de ser um sobre humano, assim como toda a humanidade). Logo, acho que qualquer coisa executada por si mesmo, ou no máximo por um pequeno número de pessoas confiáveis é extremamente mais intensa e valorada do que o que é cultivado com um maior número de pessoas que não inspiram confiança, não só pensamentos mas atitudes, fatos, crenças...

A triste e verdadeira realidade é que, quando algo é exposto a sociedade, não existe mais o respeito em si (creio que nunca existiu, mas hoje mais do que nunca), tudo é distorcido, tudo é desvalorado...ninguém se importa com nada, além do seu próprio umbigo, é cada um correndo pelo seu e que se foda a raiz do sentimento, do fato, ou do que quer que seja.

E, claro, valoração tem de ser diferenciada de sensacionalismo, que eu particularmente acho a forma mais patética de pseudo valoração. Todo mundo se 'preocupa' com aquilo inicialmente, demonstram uma falsa importância, um sentimento patético de suprimento da própria vida, que por sinal é vazia, e dias depois se esquecem, e se prendem a outra coisa, se nutrindo de outros fatos, vivenciados e enraizados por outrem. Logo, divulgação seria uma forma de catástrofe.

Enfim, a solidão realmente é uma das raras fontes de prazer que pode e deve ser explorada por aqueles que ainda pensam, por aqueles que se importam consigo mesmo, e que por fim contem algum tipo de racionalidade elevada. E difíceis são as pessoas que podemos compartilhar essas ideias, sentimentos, fatos, e atitudes. É como eu disse nos textos passados, são raros universos paralelos que podemos ter a honra de adentrar, e consequentemente, dar abertura ao nosso universo ser adentrado pelos pivôs destes universos citados. Podemos ver claramente a solidão como a maior forma de racionalidade, e podemos compartilhar essa solidão com outros raros solitários, sentindo assim o maior prazer cognitivo que pode ser sentido, o compartilhamento. Mas isso não seria uma quebra da solidão? Um tipo de 'solidólise'??? rs... Não acho! Assim como faço meus termos, faço minhas ideias, e consigo assim unir paradoxos, e fazer desses até pleonasmos na minha mente que talvez nem eu entenda.

Por fim, acredito que a solidão não seja o mal do século, mas apenas mal interpretada. Tudo deve ser visto de diversos ângulos, e acho que o sentimento dentre a solidão (mesmo que esta não seja exatamente a um só, como vimos) é a forma mais sólida e valorada de sentimento. E mais, a solidão é uma fuga da patética realidade da qual fazemos parte, uma forma de expor toda a nossa surrealidade, todo o nosso verdadeiro potencial, seja ele subjetivo e até objetivo.

Resgate de valores, a eterna busca pela solidão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

La Muerte



Verdadeiro sentido...
Sentido de tudo, de nada, da base ao ápice, um motivo, uma razão, um Deus, um Diabo, um significado, uma vida.
Tenho refletido muito, e as consequências dessa reflexão são dolorosas, reflexão cujo tema é a vida, e principalmente...a morte.

Certa vez vi em um filme, um professor universitário, no final de sua aula, citando um poema, muito interessante por sinal, sobre a morte. Este poema citava a importância da morte com relação a vida, e a colocava até como 'a causa que dá um sentido à vida', e cita também que 'se soubéssemos o dia e a hora que fôssemos morrer, ainda estaríamos com a bunda de fora, e com uma lança nas mãos (primórdios)'. 

Posso dizer que este poema que me deu as últimas forças para escrever este texto, pois as forças primeiras vieram de uma conversa que tive, em estado bêbado, com meu amigo Tarta (Leonardo Pazetti). Foi uma conversa intensa, onde quase todos os pontos da morte foram abrangidos. A ironia que, ao final desta conversa, ambos estávamos apreensivos, sabe? Um medo, uma agonia, uma sensação quase que inexplicável, pois vimos que, em relação ao nosso tempo vital somos praticamente impotentes. Claro, claro, podemos cuidar do nosso corpo de forma mais atenciosa, podemos cuidar da nossa alimentação, podemos cuidar dos nossos hábitos, poréééém, EU SOU CONTRA TODO ESSE TIPO DE CUIDADO, uma vez que a vida é para ser vivida intensamente, eu não quero fazer dela longa e tediosa, e sim intensa, mesmo que para isso tenha de ser curta. Logo, entro em mais uma luta comigo mesmo: O medo inicial, ou até final(em relação à conversa), que a impotência tempórea nos causa, pois, nesta mesma conversa, o maior acordo que tivemos foi na hora que quase ao mesmo tempo dissemos: 'O meu medo não é de morrer em si, mas de deixar as pessoas que amo nesse lugar. Não sei como elas reagiriam sem mim, não sei se suportariam, tenho medo de deixá-las'. 

Cara, esse é um paradoxo terrível, e digo mais, entro em um colapso, chego a ficar anestesiado, pois sou completamente a favor da auto-destruição a fim de criar belas obras, viver e morrer pela arte. O sujeito não consegue ser incrível sem um pouco (ou até muito) de auto-destruição. Não tem como ser perfeito artisticamente estando em uma vida perfeita, isso é mito de pessoas alienadas. E outra, a vida perfeita é mais uma ilusão, cujos iludidos criam para si essa fantasia com o intuito de se enganar, e assim não se culparem tanto por suas imperfeições. Sabe, cara, é uma briga de valores, de sentimentos, tudo isso é uma grande ilusão, tudo isso é uma grande patifaria, onde os reais valores são ofuscados e escondidos por uma hipocrisia que cita que a vida perfeita é aquela que envolve a rotina, os bons hábitos, a família, a moral e os bons costumes. Discordo plenamente! A 'vida perfeita' que nos é passada não passa de um grande papo furado, é só merda! A 'vida perfeita' não é perfeita. A real vida perfeita é aquela que tem o sofrimento como base, é aquela que nos dá sentimentos profundos e obscuros, que nos mune contra as situações mais intensas, e que, por fim, nos faz criar coisas belas, intensas e profundas, mesmo que o preço seja a destruição de nossas vidas. Resumindo, a vida perfeita é já ter estado no Inferno, e conseguir ir de lá para o paraíso sozinho, e voltar quando quiser, utilizando assim do seu livre arbítrio, usando sentimentos, tudo pela maldita(?) arte.

Mas, voltando à morte em si, creio eu que, todo mundo, sem exceção, sente um grande medo na hora que está prestes a partir e situações do tipo. Essa ideia, que inclusive citei inicialmente, que 'eu apenas sinto medo de morrer, por causa das pessoas que vou deixar por aqui' acho real, porém não única. Não acho que é só isso que me deixa com medo de partir, mas também tudo que ainda eu tenho para fazer, coisas que eu quero ser, fazer, ver, sentir, ouvir, cheirar, eu realmente não gostaria que fosse a hora ainda. E também tem o fato do medo em si na hora de partir, como diria Renato Russo "Sentir a sensação estranha que é a morte'. Eu, mas não só eu como quase todo mundo, sentirá medo dessa sensação inevitável.

Por fim, caros leitores, só lhes posso citar que, a morte é um dos assuntos, e na minha opinião, O ASSUNTO mais importante a ser discutido. Nisso vimos, como já citei um zilhão de vezes eu acho, de base a ápice, do começo ao fim. Mas, um fim não deve ser apenas o fim, eu não pretendo ter meu fim no fim. E o que fazer quando a morte vier? Como ela vai vir? Como ela cheira? Tantas perguntas, tão poucas respostas. O tempo dirá, No seu...e no meu leito, amigo. 


Obrigado. 
Not Enough!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Doença

Sim! O garotinho do olho verde aqui, que todo mundo acha que sabe o máximo da vida dele, cresceu, e sente os efeitos de ser um possível adulto mais do que nunca. Possível?! Bem, tenho a dizer que sou mais adulto que muitos adultos mais, supostamente, adultos por aí. E sim, gênio, eu tava falando sobre mim, só que em terceira pessoa...


Sim, é a doença! A maldita doença!
Você que olha superficialmente para tudo e para todos, sem se importar, fazendo-se um cúmulo de presunção, ditando a verdade absoluta, sem se importar com a verdade alheia, e com a verdadeira realidade, não sabe um terço do que acontece aqui dentro...de mim!


A doença me corrói, a doença me excita, a doença me aquieta, a doença me assombra, a doença me mata. A doença, amigo! Sabe qual?!

Bem, eu lhe digo qual!
A doença de me corroer por dentro, ao lembrar do meu passado, das chances aproveitadas e perdidas, a doença de não ter uma motivação para viver, a doença da paranoia, a doença de sentir o seu corpo arder e doer da pior forma possível, em questão de raízes psicológicas.


Isso foi apenas um leve prelúdio sobre aquilo que você verá, uma forma despudorada sobre a mais podre doença que alguém pode ter, o SENTIR em si, aquilo que te entope, e o fedor que sai de você.


Ideias que não fazem sentido, você se sente um pedaço de lixo, vivendo em uma dimensão em que você não faz parte. Você, e seus malditos olhos verdes, a coisa mais superficial e patética! Atrás desses olhos, meus caros, tudo pulsa, tudo se omite, tudo passa, tudo força...


A ESTABILIDADE ESTÁ AQUI COMIGO!
EM UM MOMENTO EU SOU AQUILO QUE SEMPRE QUIS, E EM TORNO DE UM MINUTO ME TORNO NOVAMENTE...AQUILO QUE NUNCA DESEJEI SER!


Mas vamos com calma, não deixando o nosso pessimismo abalar nossa sanidade...MAS QUE MALDITA SANIDADE???!
E COMO SER SÃO??
COMO VOCÊ PODE SE DECLARAR SÃO SE...VIVER É A MAIOR LOUCURA QUE SE PODE ENFRENTAR???!


Bem, viver pode ser bom, mas até que ponto?!"Mas Deus disse..."


E VOCÊ CRISTÃOZINHO HIPÓCRITA QUE ADORA JULGAR OS OUTROS, ME RESPONDE UMA COISA????!
QUE CRISTÃO NUNCA SE REVOLTOU CONTRA DEUS??!


Não venho aqui pregar o 'anticristianismo' se assim podemos chamar. Mas, qual o verdadeiro sentido da vida??!
Porra, p´ra quê tantas perguntas da minha parte?!
Eu sou um aspira a escritor, deveria conter as malditas respostas!


ERRADO!!
TENHO TANTAS, OU MAIS DÚVIDAS DO QUE VOCÊS, TALVEZ!


A vida é um plano feito para se fracassar. E tendo isso em mente, qual a motivação que sobra para se viver?!
Talvez a motivação seja viver dentro do seu universo! Um universo PARALELO E PRÓPRIO, cultivando da sua própria insanidade, e dando passagem para aqueles que te entendem a adentrarem o seu mundinho, e assim tendo acesso a outros universos, àqueles universos que valem a pena ser adentrados.


Mas, não vamos desviar o foco (MAIS DO QUE JÁ ESTÁ DESVIADO)..


...A MINHA DOENÇA É A PIOR DE TODAS AS DOENÇAS, CUJOS HUMANOS (AQUELES BENDITOS DIFERENCIADOS) PORTAM TAMBÉM....


...DOENÇA DA PARANOIA, DOENÇA DE VOLTAR PARA UM MALDITO LUGAR E TER DE VER AS MALDITAS PESSOAS NOVAMENTE, DOENÇA DE TER MEDO DE FICAR SOZINHO, DOENÇA DE ESTAR ESCREVENDO UMA PORRA DE UM TEXTO E TER MEDO DE SER JULGADO POR ISSO, E POR FIM, A DOENÇA MAIS DOLOROSA, AQUELA DE SENTIR E SABER QUE EU NÃO TE CAUSO NADA.




Logo, o meu antídoto é você. Mas você não existe. 




...Logo, viver é incurável.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Niilismo Aplicado




Faz um ano já, e parece fazer um dia. É incrível como me lembro daquele fatídico momento em que soube da tua morte. Curioso também como com o tempo a minha vida mudou, a situação virou, as pessoas mudaram, ficaram e passaram...de forma marcante, algumas de forma brusca, grotesca, e outras de forma leve e comum. Eu sei que ao pensar em algumas poucas pessoas, meu coração sangra. Mas, enfim, é engraçado sentir como tudo era há um ano atrás, e sentir com a experiência...a felicidade se esvaindo, cada vez mais...cada vez mais.


No mais, Amy, eu sinto a tua falta.      ♥   

domingo, 22 de julho de 2012

A Luz que o Passado Traz Consigo




Não ocuparei espaço para dizer que eu voltei, pois isso é óbvio...uma vez que estou escrevendo aqui, certo? Logo, pouparei o seu tempo e o meu.

O meu foco aqui é demonstrar todo o meu desejo de ter vivido um passado distante, algo que hoje não passa de um leve reflexo, um monstro que hoje não passa de uma sombra.


Noite passada eu tive um sonho intenso, insano e lúcido, extremamente lúcido. Não venho aqui falar dos meus sonhos obviamente, não direi que falar de sonhos é bobagem, mas nesse caso seria perda de tempo. Mas este foi tão foda, e em uma época da minha vida tão complexa e significativa que vale a pena ao menos citá-lo e descrevê-lo.


Bem, eu estava em um trem, em torno dos anos 20, ou 30, sinceramente não me recordo, e eu olhava para fora, agoniado e ao mesmo tempo extasiado. Eu via tudo como era naquela época, e passava também ao lado do cemitério da Quarta Parada, uma vez que o percurso abrangia o mesmo que a linha vermelha faz (pois é, até no sonho eu sou pobre, Manolo), mas, enfim, parece que o passado traz consigo toda uma grande magia, uma alta magia, algo impossível de se descrever, e traz também algo sombrio, porém, para aqueles que conseguem ver além de tudo que o óbvio coloca como padrão, uma luz dentre uma escuridão, um paradoxo que faz o sentimento mais incrível ser sentido.


Mas, toda hora eu entro em uma briga comigo mesmo, afinal, hoje não é o 'antigamente' de daqui a uns 70 anos? Ou até em menor escala, 2012 é o antigamente de um futuro não tão distante.


Porém, eu rebato esse argumento de forma brilhante na minha opinião, pois eu envolvo o aspecto moderno e tendencioso da coisa, que antigamente (comparando a hoje) não tinha, ou pelo menos quase não tinha. Toda essa tendência e esse mundo moderno me deixa extremamente 'sem tesão' de viver. Porra! É tão desanimador ver toda essa tecnologia, todo esse individualismo, e principalmente essa geraçãozinha de merda que se forma, cuja qual gosto de chamar de 'geração leite com pera', um bando de futuros fracassados, criados dentro de um apartamento, cheio de mimos e afins. 


(NÃO, NÃO E NÃO, EU NÃO VOU CITAR O OUTRO LADO DA MOEDA, COMO POR EXEMPLO O ALTO ÍNDICE DE PARIDADE, SUPERLOTANDO A CIDADE, AS FAVELAS, E AFINS, ISSO FICA P´RO PRÓXIMO. UMA CRÍTICA SOCIAL AQUI NÃO É O MEU FOCO).


Logo, em um período clássico, muito anterior a este, e até em uma época primórdia, creio que o desejo de se viver é muito mais desejável. Quando vejo fotos do passado, e até um passado levemente recente, como por exemplo, uns guris que foram em 1998 à noite no cemitério da Vila Formosa beber ou algo do tipo, vejo muito mais curtição, uma diversão muito maior, um entretenimento não artificial. Caralho, parece que com essa modernização de merda e futuros fracassados se desenvolvendo (contando até os já desenvolvidos) tudo está perdendo a naturalidade, a espontaneidade, e essa perda dá lugar a uma grande falcatrua, a uma grande artificialidade. Tudo parece falso, e nem vou citar o argumento cópia de uma cópia de uma cópia, porque nem ao menos é parecido com antigamente.


Ao menos nós temos os livros, a prova mais fiel do passado, de como as coisas aconteciam. Não digo que antigamente não haviam falcatruas nem filha da putices do tipo, e claro, a liberdade era escassa, porém não haviam tantos 'posers', tanta falsidade, creio que o instinto antigamente falava mais alto. Na boa, na minha opinião houve um grande regresso, e arrisco a dizer que estamos em uma época parecida à Idade das Trevas, não no sentido tecnológico da coisa, obviamente, mas no sentido de qualidade de vida. É tudo uma grande corrida, sempre estamos com pressa, tudo superlotado, o Niilismo impera nessa sociedade mais do que nunca, o que aconteceu, o que foi feito, em dois dias será esquecido, e assim sucessivamente. Volto a dizer, mais do que nunca, nem o próprio humano se sustenta(Né, Nietzsche? Mais do que nunca, caro bigodudo).


(Obs: E uma das coisas que mais me irrita é ver como grandes símbolos históricos estão sendo destruídos e mal cuidados por essa sociedade hipócrita e claro, pelo governo escroto que nós temos e colocamos lá. Isso detona qualquer pensamento afetuoso pela história).


Bem, o melhor a se fazer para se ter algum tipo de êxito dentre a minha insanidade é ter em mente sempre um reflexo do passado, mesmo que você não o tenha vivido, porém nunca deixar ele virar uma sombra.


Por fim, a luz que o passado traz consigo é a inspiração.

sábado, 19 de maio de 2012

Moral Sangrenta

"Isso vai me matar?
Tanto procuro por isso, será que finalmente, acidentalmente conseguirei???!"


O nariz começa a sangrar, incessantemente. Há uma doença em questão, ele sente sua vida se esvaindo naquele sangue avermelhado, quase negro, que escorre de suas narinas. Todos o veem como um leproso, como algo que deve ser proibido, como algo que deve ser escondido, e por fim morto. Logo, ele sente, carnalmente, a hipocrisia se tornando uma navalha, a ironia é que ele já estava sangrando antes dessa navalha cortá-lo, lentamente.


"Tudo vem junto", ele pensava!
Em um minuto, a fama, a glória, a adoração, o bem-estar, e noutro, o olhar de nojo, de piedade, de vergonha.


Insensível e irreal quem diz que, a opinião alheia não o incomoda, pois uma vez que somos verdadeiros leprosos, só temos a nós mesmos, e a nossa própria lepra para descontarmos tudo o que sentimos.


-"Hipócritas e escrotos é o que são!
Os maiores leprosos dá humanidade são os leprosos de espírito!"- Ele disse, enquanto seu nariz jorrava. Pode não ser lepra, pode não ser nada, pode ser tudo, porém, uma vez que se é diferente, e ocasionalmente se está exposto, você é visto como escória, como um grande esgoto ambulante, cuja  existência é um pecado. Então, vamos falar de pecado! Este é parente próximo do bom senso, que por sua vez é um grande condimento da "pseudo-moral" humana. O bom senso em si seria a maior hipocrisia já praticada, pois uma vez que você o pratica, você está dizendo não à sua maldita existência, e a si mesmo, eliminando tudo aquilo que o hipotálamo produz. Logo, seria a moral humana falsa?
E seria o pecado uma forma de virtude??!


Veja, se tu pensa, não tem como permanecer moralista e são!
Logo, a moral não existe! E o "pecado" (que os cuzões religiosos citam) um grande SIM à vida.
(AGORA EU TE ENTENDO, NIETZSCHE!)


-"Tudo está se esvaindo, nada está ficando, nem de bom, nem de ruim, nem de ruim, nem de bom, e qual a diferença entre esses dois? O que é moral??" -  Eis o pensamento do guri, enquanto o sangue escorre para o ralo, enquanto tudo escorre, enquanto tudo se esvai, enquanto ele vai morrendo aos poucos, e as pessoas recusam-se a ajudá-lo, uma vez que, devido boatos, todos acham que vão ser contaminados se chegarem perto do pobre rapaz.


Em seguida, dois brutamontes chegam, e finalmente levam o garoto para longe, e nunca mais se teve notícia alguma do mesmo. A única coisa que permaneceu foram os pequeninos restos de sangue seco, que anteriormente encheram o local onde ele sangrava como um porco que acabara de ser açoitado.


Por fim, não fez sentido, ou fez sentido, mas a moral continua falsa como o termo pseudo.




LOGO, FAZ ALGUM SENTIDO A EXISTÊNCIA HUMANA E SEUS VALORES?