Bem meus amigos...
É com o coração pesado que venho comunicar-lhes que estou encerrando a atividade deste blog.
Foi mais ou menos 6 anos, dos quais tive a honra de compartilhar para com vocês em torno de 60 textos, caso eu não esteja enganado, textos estes que continham grande parte daquilo que eu sentia, e ainda sinto, fazia, lambia (HAHAHAH), além das próprias experiências vivenciadas de forma intensa...afinal o "morno" nunca foi o meu forte, não é?
Partilhei com vocês, meus caros e minhas caras, diversos sentimentos, entre eles, felicidade, nostalgia (muuuuitas nostalgias! Hahahaha), medo, depressão, melancolia, euforia, e muitos outros, como vocês sabem.
Confesso...
Não sou bom com despedidas, estas sempre levam lágrimas aos meus olhos...
Maaaas...
Deixemos de bobeira, rs ~chorando~
Fiz este blog no intuito de treinar minha escrita, e me envolvi mais do que deveria...
Como esquecer das estrelas que me guiaram e me influenciaram para que eu o fizesse não é?!
Liege, mais especialmente, e muitos outros que se tocavam com aquilo que eu escrevia...
Como esquecer das estrelas que encontrei pelo caminho e que me tanto foram úteis como inspiração para alguns textos? Rs...
No mais, meus queridos, foram muuitas casas de espírito pelas quais eu já passei, como vocês puderam presenciar, e fico feliz com o meu desempenho, uma vez que não fiquei estagnado.
E é isso, sensação estranha da porra essa.
MUITO OBRIGADO A TODOS COM OS QUAIS EU PUDE TER A HONRA DE DIVIDIR AS MINHAS AFLIÇÕES E DESAFIOS COTIDIANOS, E SAIBAM QUE ESTAREI SEMPRE DISPONÍVEL A LÊ-LOS CASO QUEIRAM FAZER O MESMO.
COM TODO O AMOR DESSE MUNDO...
RAFAEL DIAS BACCHIEGA ~NOT ENOUGH!~
<3
domingo, 29 de maio de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Pensamentos Abortados
E não voou...(me refiro ao pseudo avião de papel que tentei fazer com a nota fiscal de alguma merda que carreguei recentemente).
Cara, antes era mais fácil conversar comigo mesmo e com aquele que me lê...
Vejo que tô enferrujado...
Acho que é a velhice, hahahaha!
Bem, Já faz quase 6 anos que tenho esse blog, e há pelo menos uns 10 eu comecei a escrever (PQP, EU REALMENTE ESTOU FICANDO VELHO), mas onde eu quero chegar?
Veja, não sei se você me acompanha desde que iniciei esse blog, blog do qual sou franco em dizer, já tinha vontade de ter uma página livre que eu pudesse vomitar minhas sínteses encefálicas, porém o estopim para criá-lo se deu quando conheci a obra póstuma de Liege, minha maior influência, da qual darei os devidos créditos e reconhecimentos ao final deste texto, colando por aqui seu blog. Em resumo, como sempre digo, sou um maldito emaranhado de traumas, e sem querer me gabar, você talvez gostaria de dançar com a minha confusão mas odiaria ser eu, maaaas, VOLTAAANDO, escrever sempre se fez necessário para que eu pudesse me aliviar e talvez aliviar quem estiver me lendo, uma vez que acho a escrita um dos mais belos dons da humanidade, sempre fui uma bomba de pensamentos, explodo 57 vezes por dia dentro de mim, e como resultado tenho apenas um piscar de olhos.
Não sei se percebes-te até aqui, mas eu percebi...
POR QUANTAS CASAS DE ESPÍRITOS EU JÁ PASSEI, NÃO?!
Passamos, né? Rs, não creio que tenhas ficado na inércia intelectual, afinal as sinapses ocorrem apenas em um sentido, e jamais podem regredir. (NÃO ATROFIE O TEU MALDITO CÉREBRO!)
Chegando à membrana da sinceridade...cara, me bate até uma certa vergonha ao olhar p´ra trás, ao ver minhas antigas escritas, com influências góticas e românticas, é verdade, mas olhando p´ro passado sinto que era tão superficial, NÃO, NÃO ESTOU DIZENDO QUE NÃO SENTIA, sim, sentia, sempre senti e sem dúvida continuarei sentindo, ATÉ DEMAIS POR SINAL, mas não chega a ser uma vergonha tão destrutiva, pois sinto que não sou mais tão bom na arte de mentir p´ra mim mesmo. Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, muita dor eu senti, enfim, a vida vai passando, vamos ficando mais calejados, mais experientes, porém, uma das coisas que mais gosto nessa vida deste plano terreno é o fato de podermos nos dar a chance de aprender cada vez mais, e principalmente o fato de nunca sermos perfeitos e cair no pecado do comodismo. A motivação p´ra continuar se faz necessária uma vez que a gente aprende, aprende e morre burro, no entanto, é, de certa forma, um bálsamo vital saber que estamos sempre expostos a novas provas e a novas experiências e saber que as coisas continuarão acontecendo independentemente de estarmos estáticos (8)quem perde o bonde do progresso não terá espaço aqui, heeeeei(8) HAHAHA, e sim, eu ainda uso "(8)", saí do msn mas ele não saiu de mim, o que posso fazer, não é?!
Sim, eu sei o que posso fazer!
Eu devo me desprender do passado!
Confesso, sou um amante incondicional da nostalgia, você sabe! Mas, percebi que um dos maiores pecados é regozijar-se com o que aconteceu há 8 anos e ignorar o que se passa hoje, agora.
A beleza encontra-se nos detalhes...e a mais bela das virtudes é se fazer dono de um olho clínico que possa ver um raio de sol em degradé dentro de um metrô lotado, ou uma mãe dando carinho e sorrindo p´ro seu pequeno filho no meio de uma multidão cinza, e até mesmo olhar para dentro de nós e sentirmos as belas coisas que pensamos em momentos completamente aleatórios.
E onde encaixarei os supostos pensamentos abortados já citados, meus amigos?
Bem, os encaixarei nos detalhes...
Nas bonitas visões que imaginas-te quando mencionei o céu em degradé alaranjado, ou num brilho dentre o frenesi de uma multidão...
Te apresento à virtude, caro amigo...
À virtude de conseguir dar vida a estes esboços sentimentais, a estes projetos delicados e não expressados que cada um guarda dentro de si...
À ESSÊNCIA DA VIDA!
À doçura que cada um guarda dentro de si, mesmo dentre um quadro embrutecido pela rotina do ser humano.
Pontos de energia brotam das minhas mãos, e espero, de coração, que eu tenha aliviado, pelo menos um pouco, o seu coração.
Esteja em paz.
Rafi
Créditos: passaropintado.blogspot.com/
Som citado: Os Assaltimbancos - El Efecto
domingo, 23 de agosto de 2015
Prelúdio do Fim - Destruição (Parte I)
Inconstância sempre me definiu...
Tenho sido um crônico "wanna be", e sair do território da morbidade tem sido cada vez mais difícil.
Agir sem pensar frente às tarefas, hábitos e afins talvez seja a única forma de realizar alguma coisa.
Sei lá, estou simplesmente cansado do que penso, ou do que escrevo...
Sempre a mesma coisa, e no fim iludo a você e a mim, fazendo com que você me convença que eu não sou um otário tirando onda.
Viver em negação carrega consigo a dor da incerteza, e cheguei à conclusão de que a pior das certezas ainda é melhor do que a melhor das expectativas. Tenho andado cada vez mais cansado dos meus pensamentos viciosos, dos quais ultrapassam qualquer grau de cinismo e otimismo, levando ao grau utópico, fazendo com que eu cada vez me encontre mais bloqueado, mais parado, mais mórbido.
Meus pensamentos, meus sentimentos, meus movimentos; se eu me deixo levar pelo falso instinto, como um autista, me fecho no meu mundo, e construo palácios, castelos, belos jardins, desgraçados infernos, abençoados paraísos, tudo isso dentro de mim, e o pior disso é não achar meios pelos quais colocar toda essa merda fictícia, e ao mesmo tempo, real, p´ra fora. E por meio deste, venho trazer a você, e a mim tudo isso, finalmente às vias de fato. Bem, se me deixassem fazê-lo a vida talvez seria melhor. Espero que eu volte com inspiração. (SINTO ÓDIO NESSE MOMENTO).
Bom, retomando, chego à conclusão de que, o fato d´eu estar "sempre à disposição" é uma bola de ferro no meu pé, e isso faz, sem dúvida, meu bloqueio perdurar, mas não se pode entrar nesse mérito quando encontra-se apenas em uma manhã de domingo, e mais ainda quando se está apenas no começo de um texto com uma temática completamente diferente.
Gostaria de ir fundo no meu ser, e achar as raízes de cada um dos meus mais escuros pensamentos, dos meus mais humilhantes fetiches, das minhas mais sensíveis vulnerabilidades, no mais, gostaria de saber onde nasce a "palermessência" do meu ser. (Sim, brinquei com palavras, às vezes o faço, e também, beijo teus versos, e faço amor com tuas estrófes).
Mas, vamos refletir, será que estamos (sim, mudei para o coletivo, afinal, creio não ser o único a ler esta merda, apenas creio), será que ESTAMOS preparados a lidar com nossos mais selvagens demônios?
Nos pouparei dessa vez do "inovador", do "falar bonito" e de todo o "palanque" que outrora coloquei em prática, estou muito cansado p´ra isso.
Não é viver em esquizofrenia, nem proselitismo, mas, interpretar diversos personagens dentre a própria existência, e assim, agir inconstantemente por sobre os dias é um dos pontos principais em ser um "wanna be", pois quando a ficha cai, o desgaste é cinco vezes maior, e nos revoltamos conosco por termos gastado tanta energia com auto-afirmação. (Minhas dificuldades em interagir com o próximo faz-se explícita inclusive quando escrevo, percebes? Ora falo no coletivo, ora no individual, talvez o leitor se identifique comigo, talvez eu me identifique com o leitor, ou talvez até eu me identifique comigo mesmo e seja o meu próprio leitor, pois talvez eu seja um personagem nesse momento, uma vez que já interpretei tantos personagem na minha existência que já não sei quem sou).
Mas, voltando ao tema e à solução que mais quero preconizar, gostaria de discutir com o meu personagem (que não é o Henry, ao menos para este eu tive a dignidade de dar uma existência própria, forte), gostaria de saber o por quê de nascerem tantas bizarrices dentro do nosso próprio ser, e como permitimos a origem de tais sensações ocultas das quais agem sobre nós como um orgasmo e a seguir fazem encararmo-nos como os seres mais patéticos do Universo? Onde, quando e como isso tudo começou? (Incrível como antes de gozar tudo e qualquer coisa é simplesmente incrível).
Devo eu desnudar o meu espírito e a minha essência e, assim, encarar os meus próprios demônios? Tenho eu bolas p´ra isso?!
Devo eu finalmente parar de escrever por ego e finalmente fazer algo que preste?
Fase 1 - Aceite suas limitações.
"There would be headlines in the papers. Even the grown-up gangs who ran the betting at the all-in wrestling and the Barrow Boys would hear with respect of how Old Misery's house had been destroyed. It was as though this plan had been with him all his life, pondered through the seasons, now in his 15th year crystallized with the pain of puberty."
["The Destructors" by Graham Greene]
domingo, 24 de maio de 2015
A Rebelião
E diante o abismo de incertezas do qual somos frequentes vítimas, faço a seguinte indagação: "Tens noção de que tu és?"
Qual a razão de tanta incerteza, ou de tanta impulsividade, ou até de tanta inconstância?
Leve e confusa introdução me fazendo adentrar a minha confusão, e nela vivenciar o ápice do ser não sendo...
Mas, espere um minuto!
Como fugir de si mesmo?
Pois digo-lhe, não conseguirás! Nem mesmo sob prática ilícita...
O que podes fazer é aliviar o ônus que tu causa a ti mesmo momentaneamente, logo, nada mais estaria fazendo do que armando uma fuga, e outra, e outra, a ponto que teu corpo te cobrasse..
Porém, a conta chegará, e aí? Como fugir do pesado, surpreendente, entediante e perigosamente íntimo "eu"?
Comprar outra fuga como solução? Suicídio em vida!
Vivenciar-te é o pleno a se fazer, uma vez que até a tua sanidade lhe parece confusa, e sua confusão lhe parece suficientemente sã...
Fazer de ti teu amante, teu confidente, teu mais perigoso inimigo e ao mesmo tempo melhor amigo...
Como definir tudo isso?
Não lhe cansa parafrasear paráfrases decadentes!
A arte de vivenciar o depois antes do presente, e sofrer com o passado. Anote o exemplo...
Dormir ansiando pelo amanhã, acordar ansiando pelo sair, encontrar alguém ansiando por foder, foder ansiando por fumar, fumar ansiando por comer, comer ansiando por ir embora, ir embora ansiando por dormir, e dormir ansiando pelo amanhã. Tudo isso sofrendo a cada investida de suas memórias.
ENLOUQUEÇA!!!!
Se permita sumir por um minuto, sequestrando a ti mesmo!
Faça esse minuto durar uma existência inteira dentre o teu universo!
Um minuto de piração não o matará, mas o ajudará a compreender tua própria compreensão...
Um minuto louco lhe fará são dentre a paranoica existência da qual paira sobre ti!
É preciso perder o controle para retomar o controle, e de paradoxo viver para que possa entrar em coerência para consigo, e assim não perder a harmonia e o equilíbrio com os que estão à sua volta, uma vez que a solidão nunca encontrarás.
Doce e pura solidão em esquizofrenia...
Me explique essa máxima, por favor?
Entende o que quero dizer? :)
..."e no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim!"
QUE IRONIA ESSE TRECHO TOCAR ALEATORIAMENTE NESTE MOMENTO, NÃO? HAHAHAHAHAH...
E assim,
Respire...
Seja.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Tanto Faz
Ahhhh, os começos...
Benditos começos que me tiram o fôlego e dos eixos...
Começos que me fazem ir direto p´ro final sem atingir o meio, o aprendizado, a adaptação e a glória.
Não ficarei aquisupervalorando este carrapato que suga minhas costas inteiras, porém, o farei sob protesto.
P´ra adentrar minha inadentrável, sã, insana, paradoxal, falsa e verdadeira mente preciso lapidar a atmosfera da mesma até o ponto em que eu possa tocá-la levemente, e que ela me (nos) dê confiança e se permita prosear conosco.
Neste instante faz frio, mas o frio que faz não é aquele que o calor material elimina...
...é o frio que vem de dentro...
...não anatomicamente, mas transcendentalmente...
Uma pureza tão grande que me assusta...
A pureza da rotina aplicada e todo o mal que traz consigo.
Eis meus dilemas morais e doutrinários: SIM, EU ENTENDO SER UMA QUESTÃO DE APRENDIZADO, porém não consigo consentir com o fato de minha vida estar se esvaindo de forma tão penosa.
Talvez eu não tenha do que reclamar...
Talvez eu esteja exagerando...
Talvez eu "seja um privilegiado"...
MAS, TALVEZ NÃO...
É certo que não!
É deprimente deparar-se com tamanha falta de motivação. É deprimente não ter tesão de olhar p´ra frente. No mais, é deprimente deprimir-se.
Vamos! Vamos pirar! Nem que seja por alguns segundos! Vamos viver a velha vida, onde a motivação, mesmo que o fato que a impulsionasse fosse podre, exista e cresça dentro de nós!
Vamos lembrar de tempos que achávamos que éramos infelizes, porém hoje achamos que era o máximo!
Engraçada essasupervaloração da qual aplicamos ao passado, não é?
Há 10 anos tive o pior ano da minha vida, mas hoje sinto falta de como me sentia...
Há 9 anos a vida era um lixo, as pessoas, COMO SEMPRE, cheias de merda, mas alguns momentos teimam por ser revividos dentro da minha mente imbecil...
Há 8 anos as coisas não eram tão boas, mas me sentia mais livre, aqui percebo que, HOJE, relembrando, as pessoas têm quase peso zero, e a vontade de reviver é maior do que o nojo de estar circundado por merda, PESSOAS DE MERDA.
Há 7 anos, problemas haviam, mas foi um dos melhores anos da minha vida, diariamente relembro, ouvindo músicas e olhando objetos dos quais já estavam aqui.
Há 6 anos, a farra era imensa...E AQUI CLARAMENTE PERCEBO, SEMPRE HAVERÃO PESSOAS CHEIAS DE MERDA, A ÚNICA COISA QUE VARIA É O PESO DAS MESMAS... ;) Boa época, boa época.
Poderia definir esse passado em poucas palavras até o agora, porém, onde quero chegar?
Como eu li uma vez, acho que no facebook de uma amiga chamada Samaya, quando lembramos, rapidamente nos abstemos de toda a merda que vivemos, e as boas lembranças é o que nos marcam de maneira mais acentuada. Engraçado, isso contradiz uma das mais comuns regras do pensamento humano, sobre algo ruim pesar infinitamente mais do que algo bom; bom, aí me pegou, porém, percebo que ao sentir a nostalgia, o sentimento, INEXPLICAVELMENTE DELICIOSO, é mais forte do que A MERDA QUE SEMPRE NOS CIRCUNDOU; e hoje é diferente, valorizamos A MERDA, se é que me entende, MAIS DO QUE TUDO, e possivelmente, daqui a 2 anos sentirei falta de agora, assim como nunca imaginei que iria sentir saudades de 2013, e bem, adivinhe se não sinto... ;)
Porém...SEMPRE, O TRISTE E MALDITO PORÉM, dessa vez tá foda, a vontade de viver se resumiu por apetite. Engordando, adaptando, "rotinando", vivendo, envelhecendo; não somos nada mesmo; e o momento é assustador, vou parar de escrever por aqui pois começou A Escrava Isaura.
R.I.P, Rafi Diaz.
Benditos começos que me tiram o fôlego e dos eixos...
Começos que me fazem ir direto p´ro final sem atingir o meio, o aprendizado, a adaptação e a glória.
Não ficarei aqui
P´ra adentrar minha inadentrável, sã, insana, paradoxal, falsa e verdadeira mente preciso lapidar a atmosfera da mesma até o ponto em que eu possa tocá-la levemente, e que ela me (nos) dê confiança e se permita prosear conosco.
Neste instante faz frio, mas o frio que faz não é aquele que o calor material elimina...
...é o frio que vem de dentro...
...não anatomicamente, mas transcendentalmente...
Uma pureza tão grande que me assusta...
A pureza da rotina aplicada e todo o mal que traz consigo.
Eis meus dilemas morais e doutrinários: SIM, EU ENTENDO SER UMA QUESTÃO DE APRENDIZADO, porém não consigo consentir com o fato de minha vida estar se esvaindo de forma tão penosa.
Talvez eu não tenha do que reclamar...
Talvez eu esteja exagerando...
Talvez eu "seja um privilegiado"...
MAS, TALVEZ NÃO...
É certo que não!
É deprimente deparar-se com tamanha falta de motivação. É deprimente não ter tesão de olhar p´ra frente. No mais, é deprimente deprimir-se.
Vamos! Vamos pirar! Nem que seja por alguns segundos! Vamos viver a velha vida, onde a motivação, mesmo que o fato que a impulsionasse fosse podre, exista e cresça dentro de nós!
Vamos lembrar de tempos que achávamos que éramos infelizes, porém hoje achamos que era o máximo!
Engraçada essa
Há 10 anos tive o pior ano da minha vida, mas hoje sinto falta de como me sentia...
Há 9 anos a vida era um lixo, as pessoas, COMO SEMPRE, cheias de merda, mas alguns momentos teimam por ser revividos dentro da minha mente imbecil...
Há 8 anos as coisas não eram tão boas, mas me sentia mais livre, aqui percebo que, HOJE, relembrando, as pessoas têm quase peso zero, e a vontade de reviver é maior do que o nojo de estar circundado por merda, PESSOAS DE MERDA.
Há 7 anos, problemas haviam, mas foi um dos melhores anos da minha vida, diariamente relembro, ouvindo músicas e olhando objetos dos quais já estavam aqui.
Há 6 anos, a farra era imensa...E AQUI CLARAMENTE PERCEBO, SEMPRE HAVERÃO PESSOAS CHEIAS DE MERDA, A ÚNICA COISA QUE VARIA É O PESO DAS MESMAS... ;) Boa época, boa época.
Poderia definir esse passado em poucas palavras até o agora, porém, onde quero chegar?
Como eu li uma vez, acho que no facebook de uma amiga chamada Samaya, quando lembramos, rapidamente nos abstemos de toda a merda que vivemos, e as boas lembranças é o que nos marcam de maneira mais acentuada. Engraçado, isso contradiz uma das mais comuns regras do pensamento humano, sobre algo ruim pesar infinitamente mais do que algo bom; bom, aí me pegou, porém, percebo que ao sentir a nostalgia, o sentimento, INEXPLICAVELMENTE DELICIOSO, é mais forte do que A MERDA QUE SEMPRE NOS CIRCUNDOU; e hoje é diferente, valorizamos A MERDA, se é que me entende, MAIS DO QUE TUDO, e possivelmente, daqui a 2 anos sentirei falta de agora, assim como nunca imaginei que iria sentir saudades de 2013, e bem, adivinhe se não sinto... ;)
Porém...SEMPRE, O TRISTE E MALDITO PORÉM, dessa vez tá foda, a vontade de viver se resumiu por apetite. Engordando, adaptando, "rotinando", vivendo, envelhecendo; não somos nada mesmo; e o momento é assustador, vou parar de escrever por aqui pois começou A Escrava Isaura.
R.I.P, Rafi Diaz.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Atrofia Moral (Lost Stuff)
Em Algum Lugar no Tempo e no Espaço:
"Começo 'aquilo que nunca ninguém vai ler' receoso, mas não...[me lamentando]...eu não conseguiria mentir para mim mesmo, e muito menos p´raqueles que talvez vejam esta, que talvez seja, talvez não, a nota mais ferina que já revelei para mim mesmo...[o problema é que, talvez, não, mas, certamente, eu não seja suficienteNOT ENOUGH!]. Quem dera fosse tão simples assim...
Pensar, digerir, escrever...
O mais comum é que haja um maior pudor em despir tua mente ao invés de simplesmente despir teu corpo, principalmente sendo para vós.
Lhe Cumprimento com esta citação primeira...:"Isso não é amor, mas medo de ficar sozinho!"...
Por que a maldita necessidade de ter alguém para tu dependeres? Por que tanto medo de si e de ficar consigo e unicamente para si?
Certa vez me disseram: "XXXX, lembre-se de que para se atravessar um rio, talvez a canoa não seja necessária, conseguirás ir nadando."
Bem, esse pensamento aterroriza os miolos de vosso caro narrador, pois a impossibilidade e a deficiência afetiva corrói a mente do mesmo - creio que não só do mesmo -.
Tantas perguntas são feitas.
Tantas perguntas não são respondidas.
Agora és tu e tu, dentre um mundo infâme, mas visto como "normal" aos olhos dos "normais", cujos quais são abençoados por tal "normalidade". Podres e infâmes digo eu! Ai de mim! Ai de vós! Não! Talvez feliz de vós que me veja como um pobre inocente num mundo de fantasia. Mas, nos controlemos, ou pelo menos tentemos fazê-lo, uma vez que não haverá "normalidade" dentre nossos dias e noites, e que assim falseemos um falso equilíbrio. Mas o que é equilíbrio?
Sabe, creio que filho da puta algum possa generalizar a verdade sobre o mesmo!
Cada um tem o seu equilíbrio...
Não há nada mais subjetivo que o equilíbrio!
E ai de nós, os incompreendidos e apaixonados, que nos doamos de corpo e alma a alguém que não nos corresponde!
Metamorfose de equilíbrios, nascendo-se assim os que não sentem, pois as terminações nervosas dos que já houveram de ter a sensibilidade hipertrofiada foram todas necrosadas! Encontrando-se assim o estado de atrofia afetiva. Normalidade. Censura moral. Atrofia moral..."
Henry
"Começo 'aquilo que nunca ninguém vai ler' receoso, mas não...[me lamentando]...eu não conseguiria mentir para mim mesmo, e muito menos p´raqueles que talvez vejam esta, que talvez seja, talvez não, a nota mais ferina que já revelei para mim mesmo...[o problema é que, talvez, não, mas, certamente, eu não seja suficiente
Pensar, digerir, escrever...
O mais comum é que haja um maior pudor em despir tua mente ao invés de simplesmente despir teu corpo, principalmente sendo para vós.
Lhe Cumprimento com esta citação primeira...:"Isso não é amor, mas medo de ficar sozinho!"...
Por que a maldita necessidade de ter alguém para tu dependeres? Por que tanto medo de si e de ficar consigo e unicamente para si?
Certa vez me disseram: "XXXX, lembre-se de que para se atravessar um rio, talvez a canoa não seja necessária, conseguirás ir nadando."
Bem, esse pensamento aterroriza os miolos de vosso caro narrador, pois a impossibilidade e a deficiência afetiva corrói a mente do mesmo - creio que não só do mesmo -.
Tantas perguntas são feitas.
Tantas perguntas não são respondidas.
Agora és tu e tu, dentre um mundo infâme, mas visto como "normal" aos olhos dos "normais", cujos quais são abençoados por tal "normalidade". Podres e infâmes digo eu! Ai de mim! Ai de vós! Não! Talvez feliz de vós que me veja como um pobre inocente num mundo de fantasia. Mas, nos controlemos, ou pelo menos tentemos fazê-lo, uma vez que não haverá "normalidade" dentre nossos dias e noites, e que assim falseemos um falso equilíbrio. Mas o que é equilíbrio?
Sabe, creio que filho da puta algum possa generalizar a verdade sobre o mesmo!
Cada um tem o seu equilíbrio...
Não há nada mais subjetivo que o equilíbrio!
E ai de nós, os incompreendidos e apaixonados, que nos doamos de corpo e alma a alguém que não nos corresponde!
Metamorfose de equilíbrios, nascendo-se assim os que não sentem, pois as terminações nervosas dos que já houveram de ter a sensibilidade hipertrofiada foram todas necrosadas! Encontrando-se assim o estado de atrofia afetiva. Normalidade. Censura moral. Atrofia moral..."
Henry
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Castelos de Areia
“I moving pass the feeling…” (8)
Sexta à noite...
O som é the suburbs...
Arcade Fire!
Uma das raras novas das quais eu posso ouvir...
...e claro, sem lembranças...
Bem aventurados aqueles que não associam música a ninguém, mas só a si mesmos!
Pois, assim, só quererão matar a si mesmos quando ouvirem um som
insuportavelmente familiar. Pensando melhor, mal-aventurados os que sentem, e pior
aventurados os que não sentem...
E o tempo?
Bem, este implacável, inexorável e traiçoeiro...
...vai passando aos nossos olhos, deixando-nos sua marca. Escapa de nós
como a água que tentávamos segurar quando crianças na piscina, que vaza entre
nossos dedos.
O sal das minhas lagrimas compõem o oceano Atlântico...
A minha amargura mata o mar morto...
O fim é o começo...
E o começo...uma ilusão...
...tudo se desfaz ao ponto que o tempo passa, exceto aquilo que foi intenso o suficiente para estar irrecuperavelmente dentro de ti.
Associando novamente à praia, a frustração ocorre quando comparamos, e percebemos que há grande semelhança entre os grandes fatos de nossas histórias a sensíveis castelos de areia...
Ocorrendo assim a deterioração daquilo que, com tanto cuidado, tentamos fazer nosso...
Assim, aquilo foi soprado, para sempre...
Deixando em cada canto esquecido pelos dias o pólen do que foi um dia a mais bela flor de
todo o bosque.
Deus está no vento...
Tu estás no vento...
Como uma onda quebrando em ti, o princípio vital do que sentira transpõe tua essência transcendente...
Fazendo-te sentir aquele sentimento de não saber o que tu está sentindo.
...e o vento vai...levando tudo embora... (8) (LEGIÃO)
Mas...
Apenas entendas o que quero lhe passar...
Pois tu é meu homem de confiança...
Tudo seria uma ilusão?!
Um vazio entretenimento do qual a linha do horizonte se perde em teus olhos?
Quão grande és o Universo!
Quão pequeno tu és!
Quão pequenos somos nós!
A anatomia do átomo convaslescente.
Consciencioso você!
Pois ainda preserva em ti toda merda pela qual passou, e ainda realiza um suspiro
amargo de quando em vez.
Amargo e salgado!
Salgado como o mar morto...
Matando qualquer tipo de perspectiva...
Corroendo-te...
Matando-te por dentro...
e a você cabe, apenas, juntar os pedaços, pobre infeliz...
Tu juntas os pedaços que já compuseram o mais feliz dos infelizes...
...infeliz este que, por um minuto, deixou-se enganar pensando que serias feliz...
Mas não! Tu não terás tal felicidade!
És tua sina!
Carregas isso no próprio pólen que um dia houve de ser transcendente.
O estigma que traz contigo, tu traz no peito!
E no olhar! A marca de que já sofres-te.
E que não diferente de qualquer átomo, és levado também pelo vento...
Misturado, assim, ao pólen de todas as flores que, pelos cantos, jazem, tristes.
Como recompensa final tu tens a visão perfeita das flores que estão no ápice do vigor, e das que ainda hão de florescer, mesmo que estas encontrem-se ainda dentro
de ti.
Assim, os dias vão passando, reduzindo tuas lembranças, e aqueles que
estavam em tais lembranças, vão desaparecendo aos poucos; cada vez mais; um ciclo do qual tem de existir para
que sigamos em frente, recosturando, assim, nossa pele, reconstruindo cada pedaço
quebrado. E tua essência/pólen? Bem tua essência adquire uma aparência calejada, fazendo com que cheguemos à conclusão de que
a cada nova experiência somos uma pessoa diferente.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Changes
Sobre o bem-estar repousa a doce adrenalina transformada em calmaria...
Cada átomo vem a ser mutável, assim como cada destino, portanto não se prender àquilo por muito tempo, e se conscientizar que tudo pode ser alterado vem a ser uma das mais valorosas virtudes humanas.
O próprio desapego deve ser considerado. Ninguém é de ninguém, nada é de nada, somos apenas conjunturas expostas a diversasprovas e espiações. Mas, fique atento, não é este o tema, e digo mais, o tema não é um tema, e sim um emaranhado de tudo e de nada ao mesmo tempo.
Repousando sobre o chão sou um grão de areia, um grão de areia transformado em um emaranhado de traumas e paranoias, ao mesmo tempo que sou tudo, sou nada, estou no vento, na luz, no som, eis uma rara qualidade, a de poder estar em tudo e em todos, mesmo não estando, sendo assim, mais uma vez, automaticamente mutável, pura metamorfose.
Sem mais delongas, chame-me de paradoxo instável, minha função é confundir a mim mesmo sendo o contrário do contrário, o avesso do avesso, ou simplesmente um nó, que mesmo depois de desatado continua sendo um nó. O que fazer agora, meu caro? Pegar mais um cigarro e refletir sobre isso? Fingir que nada aconteceu e ir ver o jogo? Ou melhor, continuar aqui escrevendo incessantemente? Quem liga?! Por que fazer de toda situação uma Santa Inquisição? Deixe o tão dito destino mutável definir-te, e o mais importante, se deixe existir, se deixe ser, sem medo de rótulos, medos ou inseguranças, no mais, esteja, nem que por um segundo de tempo, suspenso a tudo e a todos.
Eu não preciso de nada para escrever, apenas do simples e do básico, o materialismo fica por conta dos esnobes. E com esse meu doce pessimismo venho ler a tua mente, por frases e poesias alternativas, sendo este o meu veículo, e assim, fazer você encarar a mais pura realidade,transformando o teu realismo em pessimismo, sendo esta a mais notável das mudanças. O fato de questionar a vida não faz de ti um mal sobrevivente, ou um desalmado, mas alguém que ama tanto a vida que a respeita a ponto de considerá-la, e que deste modo, não se conforta, não caindo no conformismo clássico. Fique atento, questionar não é desrespeito, e sim uma lacuna importante do ciclo vital de cada universo (ser humano) que, infelizmente, muitas vezes é deixada para trás, sem pudor, levando assim a uma vida ordinária, fazendo da vivência uma mera sobrevivência.
E ao som de Cícero venho despir meus pensamentos para ti, uma intimidade que nem os deuses podem sugerir. Não é preciso mutilação para abrir teu peito e tua mente, basta se permitir conhecer a anatomia do teu pensamento, e assim dissecá-lo, podendo se ver sem os filtros impostos pela consciência, conhecendo-te, irmão, conhecendo-te. E que não cometamos mais o pecado de ignorar o que sentimos, ou pior, culparmo-nos, sendo este o desencadear de uma série de omissões, transformando-te num mero cordeiro da sociedade. Não prego aqui, neste momento, a revolta contra a sociedade, mas contra nós mesmos...E lhe adianto, seremos livres assim que perdermos o medo do desconhecido e termos colhões para nos surpreender. Se permita, sem pudores, ao menos nos teus pensamentos, e sinta a tua doce metamorfose.
Cada átomo vem a ser mutável, assim como cada destino, portanto não se prender àquilo por muito tempo, e se conscientizar que tudo pode ser alterado vem a ser uma das mais valorosas virtudes humanas.
O próprio desapego deve ser considerado. Ninguém é de ninguém, nada é de nada, somos apenas conjunturas expostas a diversas
Repousando sobre o chão sou um grão de areia, um grão de areia transformado em um emaranhado de traumas e paranoias, ao mesmo tempo que sou tudo, sou nada, estou no vento, na luz, no som, eis uma rara qualidade, a de poder estar em tudo e em todos, mesmo não estando, sendo assim, mais uma vez, automaticamente mutável, pura metamorfose.
Sem mais delongas, chame-me de paradoxo instável, minha função é confundir a mim mesmo sendo o contrário do contrário, o avesso do avesso, ou simplesmente um nó, que mesmo depois de desatado continua sendo um nó. O que fazer agora, meu caro? Pegar mais um cigarro e refletir sobre isso? Fingir que nada aconteceu e ir ver o jogo? Ou melhor, continuar aqui escrevendo incessantemente? Quem liga?! Por que fazer de toda situação uma Santa Inquisição? Deixe o tão dito destino mutável definir-te, e o mais importante, se deixe existir, se deixe ser, sem medo de rótulos, medos ou inseguranças, no mais, esteja, nem que por um segundo de tempo, suspenso a tudo e a todos.
Eu não preciso de nada para escrever, apenas do simples e do básico, o materialismo fica por conta dos esnobes. E com esse meu doce pessimismo venho ler a tua mente, por frases e poesias alternativas, sendo este o meu veículo, e assim, fazer você encarar a mais pura realidade,
E ao som de Cícero venho despir meus pensamentos para ti, uma intimidade que nem os deuses podem sugerir. Não é preciso mutilação para abrir teu peito e tua mente, basta se permitir conhecer a anatomia do teu pensamento, e assim dissecá-lo, podendo se ver sem os filtros impostos pela consciência, conhecendo-te, irmão, conhecendo-te. E que não cometamos mais o pecado de ignorar o que sentimos, ou pior, culparmo-nos, sendo este o desencadear de uma série de omissões, transformando-te num mero cordeiro da sociedade. Não prego aqui, neste momento, a revolta contra a sociedade, mas contra nós mesmos...E lhe adianto, seremos livres assim que perdermos o medo do desconhecido e termos colhões para nos surpreender. Se permita, sem pudores, ao menos nos teus pensamentos, e sinta a tua doce metamorfose.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Pudores
E como eu acabei de dizer a alguém muito especial: "Este texto eu vou escrever com a mesma excitação como se eu estivesse prestes a fazer algo nebuloso, sórdido, pútrido, e com toda a imundície do meu ser, e que Sade, APENAS SADE, entenderia", escreverei-o finalmente! Vencendo o bloqueio pelo qual eu me encontrava, será que consigo? Será que conseguirei?
Bem, escrevendo-o eu já estou, e FODA-SE (HAHAHAHAHAHA, O ALGUÉM QUE ME INSPIROU ENTENDERÁ O ÊNFASE DA PALAVRA E A MOTIVAÇÃO QUE ENVOLTA A MESMA!)
São tantas coisas, tantas revoltas, tantas paranoias, tantas brigas pessoais, e tantos sentimentos que sinceramente não sei por onde começar, mas tentarei passar SEM PUDOR o que venho sentindo há tempos.
Olhando para um objeto, fixamente, estando eu chapado ou não, imagino que você estava viva quando eu olhei p´ro mesmo no passado, e isso me traz um sentimento que não posso explicar, e creio que nem em um milhão de anos eu poderei explicá-lo. Você foi uma inspiração meramente platônica, algo que indizíveis palavras podem sequer explicar, e sentimentos terrenos podem sequer chegar perto à divindade que você faz eu falsamente alcançar, apenas agradeço por eu sentir 1% do que eu possa sentir, e agradeço principalmente por eu conseguir expressar em 0,25% de palavras o que você significou. É engraçado como o tempo brinca conosco, vidas que nunca se cruzaram, histórias que nunca se encontraram, no mais, o seu tempo não se juntou ao meu, e não me permitiu te encontrar para eu sequer poder te dizer que tu foi a minha maior inspiração p´ra tentar algo na escrita. Mas não é só isso, me refiro à vida em si, e ao cruel destino que me mantém longe daquilo que realmente almejo, e o mais triste é saber que nunca poderá haver uma conversa, um olhar, uma despedida.
Porém, não é só isso, é incrível a falta e a valoração que sinto e tenho pelo passado, situações ocorridas das quais tenho vontade de voltar, e reviver, e "re" ser!
Que seja, que seja! Vamos escrever com o maldito impulso, sem pudor, sem medo, sem censura, se permitindo ser apenas o que és! Dói, não é? O objetivo focal aqui é fazer uma maldita auto-análise, sem os filtros do bom-senso que te protegem do que você realmente é, te privando de toda a merda, de toda a mediocridade, de todo o brilho, e de todo o TUDO que você possui!
Nostalgia, pureza, impureza, ódio, amor, fraqueza, bem-estar, medo, coragem, raiva, alienação, pseudo alienação, tesão, TUDO ISSO ESTÁ INCLUSO! Por que você tem de se privar?
Deixe o bom senso de lado e seja apenas você. Mas o que é ser você?
Sem presunção, você é uma mescla disso tudo, desde as suas atitudes mais escrotas aos seus pensamentos mais brilhantes, desde agir como um imbecil devido à sua libido frente a uma gostosa à ser o cara com as ideias mais brilhantes numa roda de amigos.
Creio que o mais difícil disso tudo seja se ver sem os filtros impostos pela mente nessa guerra que você tem de enfrentar, num mundo onde poucos te entendem e que os mesmos estão cheios de máscaras, escudos, defesas, etc. Bem, num passado não muito distante eu não tinha escudos, defesas e armas, porém, o mundo me embruteceu, e quase sem querer perdi parte da minha essência, me tornando um monstro, assim como todos os outros. Logo, você precisa ser um monstro p´ra viver num mundo de monstros, não?! MAS DIABOS, POR QUE EU ESTOU FALANDO ISSO? P´ra que desabafar sentimentos decadentes?!
Hahahahahaha, nunca saberemos, apenas sei que decadentes são aqueles que não têm algo p´ra lembrar, p´ra sentir e até p´ra expressar, e que se deixaram perder a essência por completo, mas por favor, tente olhar-se apenas por um instante, sem pudores e sem medos e verás que o que tens lá no fundo do seu ser nada e nem ninguém pode tirar-lhe.
Seja o que for, seja você, ou pelo menos tente.
Bem, escrevendo-o eu já estou, e FODA-SE (HAHAHAHAHAHA, O ALGUÉM QUE ME INSPIROU ENTENDERÁ O ÊNFASE DA PALAVRA E A MOTIVAÇÃO QUE ENVOLTA A MESMA!)
São tantas coisas, tantas revoltas, tantas paranoias, tantas brigas pessoais, e tantos sentimentos que sinceramente não sei por onde começar, mas tentarei passar SEM PUDOR o que venho sentindo há tempos.
Olhando para um objeto, fixamente, estando eu chapado ou não, imagino que você estava viva quando eu olhei p´ro mesmo no passado, e isso me traz um sentimento que não posso explicar, e creio que nem em um milhão de anos eu poderei explicá-lo. Você foi uma inspiração meramente platônica, algo que indizíveis palavras podem sequer explicar, e sentimentos terrenos podem sequer chegar perto à divindade que você faz eu falsamente alcançar, apenas agradeço por eu sentir 1% do que eu possa sentir, e agradeço principalmente por eu conseguir expressar em 0,25% de palavras o que você significou. É engraçado como o tempo brinca conosco, vidas que nunca se cruzaram, histórias que nunca se encontraram, no mais, o seu tempo não se juntou ao meu, e não me permitiu te encontrar para eu sequer poder te dizer que tu foi a minha maior inspiração p´ra tentar algo na escrita. Mas não é só isso, me refiro à vida em si, e ao cruel destino que me mantém longe daquilo que realmente almejo, e o mais triste é saber que nunca poderá haver uma conversa, um olhar, uma despedida.
Porém, não é só isso, é incrível a falta e a valoração que sinto e tenho pelo passado, situações ocorridas das quais tenho vontade de voltar, e reviver, e "re" ser!
Que seja, que seja! Vamos escrever com o maldito impulso, sem pudor, sem medo, sem censura, se permitindo ser apenas o que és! Dói, não é? O objetivo focal aqui é fazer uma maldita auto-análise, sem os filtros do bom-senso que te protegem do que você realmente é, te privando de toda a merda, de toda a mediocridade, de todo o brilho, e de todo o TUDO que você possui!
Nostalgia, pureza, impureza, ódio, amor, fraqueza, bem-estar, medo, coragem, raiva, alienação, pseudo alienação, tesão, TUDO ISSO ESTÁ INCLUSO! Por que você tem de se privar?
Deixe o bom senso de lado e seja apenas você. Mas o que é ser você?
Sem presunção, você é uma mescla disso tudo, desde as suas atitudes mais escrotas aos seus pensamentos mais brilhantes, desde agir como um imbecil devido à sua libido frente a uma gostosa à ser o cara com as ideias mais brilhantes numa roda de amigos.
Creio que o mais difícil disso tudo seja se ver sem os filtros impostos pela mente nessa guerra que você tem de enfrentar, num mundo onde poucos te entendem e que os mesmos estão cheios de máscaras, escudos, defesas, etc. Bem, num passado não muito distante eu não tinha escudos, defesas e armas, porém, o mundo me embruteceu, e quase sem querer perdi parte da minha essência, me tornando um monstro, assim como todos os outros. Logo, você precisa ser um monstro p´ra viver num mundo de monstros, não?! MAS DIABOS, POR QUE EU ESTOU FALANDO ISSO? P´ra que desabafar sentimentos decadentes?!
Hahahahahaha, nunca saberemos, apenas sei que decadentes são aqueles que não têm algo p´ra lembrar, p´ra sentir e até p´ra expressar, e que se deixaram perder a essência por completo, mas por favor, tente olhar-se apenas por um instante, sem pudores e sem medos e verás que o que tens lá no fundo do seu ser nada e nem ninguém pode tirar-lhe.
Seja o que for, seja você, ou pelo menos tente.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Reconhecendo-se (Abrindo os Olhos)
Um tom de nostalgia com saudade, saudosismo!
De um passado que quase não existe mais, "Eu olho p´ra ele e parece que vai se desmanchar", Corpo. De um "eu" que não mais está aqui entre nós.
Engraçado como as memórias são frágeis, e não surpreendentemente, se perdem com e no tempo, reduzindo-se a pó, um pó que quando entra em contato com a sua alma faz seu coração disparar e o seu subconsciente automaticamente te transferir p´ra lugares que você já esteve, porém, a felicidade é tão presente que os lugares parecem até irreais. Engraçado também como superestimamos o passado, não?!
A sua satisfação, no passado sendo impossível de ser alcançada, neste momento tem um elixir à sua beira. Você não pode contrariar a sua posição temporal, mas pode tentar se transferir para algum lugar incrível dentro de si, que ficou eternizado, p´ra sempre. É como se fosse uma luz extraordinária e ao mesmo tempo pavorosa, que une opostos a fim de fazer-lhe ver, ou sentir, com maior clareza, tudo que não existe mais, porém, que um dia foi sua maior motivação.
Tempos mudam, ruas mudam, a música muda, e as pessoas também. Entretanto, somos a maior metamorfose que já simbolizou alguma metamorfose. O ênfase, aplicado a nós, não expressa nem resquício do que realmente viramos. É além do que pensamos, do que dizemos, do que sentimos. "Qualquer coisa pode ser a sua nave para o futuro" (Donnie!!!), e eu concordo!
O momento em que tudo se transforma em um meio de transporte, e você não consegue evitar a sua volta, se vendo, se sentindo, se corrigindo! Uma guerra santa!(Se é que existe guerra santa, ao menos não estou matando ninguém além de mim).
Logo, este sentimento é o maior dos prazeres e o mais terrível dos opostos, fazendo você sentir vivamente a lâmina cortando sua carne pura e indefesa da meninice, o seu subconsciente sendo linchado por humanos que mais se assemelham a animais, seu psicológico reduzindo-se a pó, e você? Bem, você é o resto de todas essas guerras, melhor dizendo, você é a sobra de todas as suas guerras, sejam intrínsecas ou extrínsecas!
Mas, dentro de si você pode existir! E ser o protagonista da sua vida! Fazer a diferença!
Você, que teve de reconstruir-se várias vezes, de recosturar-se, de unir-se em pedaços, e surgir das cinzas, tenho certeza que saberá lidar! Somos de vidro! E somos quebrados, nos quebramos,e de alguma forma nos remendamos, nos "colamos". Assim, ao ressurgirmos, nos tornamos nossos heróis, as nossas maiores musas, por fim, você se torna um deus. Porém, tristemente, seremos também nossos piores pesadelos, mais monstruosos vilões e mais repugnantes medos! A nossa contra-harmonia, o nosso senso de auto-destruição cresce de acordo com a própria harmonia que lhe floresce. Dentro de nós existe uma seleção natural de inferno, que a cada investida, este maldito está pronta para providenciar planos que tentará o fazer cair e sentir novamente o balde de água fria que tu és.
Você pode ser tudo...
Você pode ser nada.
Você pode ser o que há de mais incrível...
Você pode ser o pior dos monstros.
Só esteja ciente que...
..eles não sabem o que você é.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Auto-Algoz
Dilua-se nos seus pensamentos, fixe-se em você, se perca, se encontre, se reencontre, afinal, isso é uma busca vital. Não suma na co-existência da normalidade, se permita voar, fluir e se diluir no vento. Se fazer em átomos às vezes têm suas vantagens. Desprenda-se, você está pronto...
Como se sente? -César o Mentor pergunta...
-Enjoado, Dionísio diz...
César o Mentor continua: Navegue pelo teu interior, veja quantos oceanos, céus e Luas existem dentro de você!
Se surpreendeu, eu sei que você está apavorado! Você não tinha noção do universo que é você, não é? Há quantos anos você não abre os olhos de verdade? Presencie a sua imensidão interior, sinta o orvalho das suas conquistas, a chuva fria das suas mágoas, e até a luz que você capta pelos olhos...
Estamos passando pelos lagos gordurosos e sujos do teu rancor, passando também pela cachoeira de insetos que simboliza o teu ódio propriamente dito. Muito cuidado nesta parte...
Sabe, Dionísio, não é fácil e nem seguro fazer o que tu acaba de fazer, porém, admiro sua coragem e sua história, pois foi isso que permitiu que viéssemos p´ra cá.
Sinta o cheiro, Dionísio, tudo de podre que tu conhece está por aqui, estamos no ápice dos seus 7 Pecados Capitais. Fede, não é?
Dionísio apenas balança a cabeça querendo sair de perto do local.
Vão embora dali, seguindo a escada emergente que simbolizava consciência...Irônico a consciência ser uma rota de fuga, Dionísio diz sorrindo, e César apenas dá de ombros.
Dionísio, e prepare, pois o que vem pela frente é uma das coisas mais incríveis desse tour por ti mesmo...
Uma luz forte e azul muito claro toma a paisagem, se revelando na coisa mais magnífica que alguém pode ter a honra de ver.
Dionísio parece vidrado. -Parece que tá em outra dimensão hein, querido??! - César o Mentor diz.
Dionísio anda em passos largos, mas é detido pela luz incrivelmente intensa que atinge seus olhos plasmáticos.
Venha! diz César o Mentor, e ordena que se afaste da luz!
Dionísio cai em prantos lembrando de tudo o que perdera, ganhara, realizara e frustrara com o tempo, e se lamenta cada vez mais por não ter "aberto os olhos" antes. "Quanto tempo perdido" ele pensa, fungando.
Chegamos agora ao quarto das artes apreciadas, dos gostos e afins, diz César o Mentor, com um sorriso insosso. Dionísio olha p´ro quarto convencido por ter um pôster da banda Queen preso à parede e muitos livros que ele entitulava como "sensacionais" à estante.
César o Mentor estava com uma "pedra em seu sapato", ele sabia que guiaria seu pupilo mente a dentro, e temia um pouco pois não havia estudado muito bem as armadilhas, uma vez que Dionísio é muito traiçoeiro.
Passando pelo bosque da fé a da benevolência (duvidosa, por sinal) de Dionísio, César o Mentor diz para Dionísio manter-se verdadeiro e com um pensamento puro. Bem, Dionísio tentou, mas, surgiram prostitutas, bêbados, apostadores, charlatões portando grandes colares ritualísticos. Com isso, buscando alguém p´ra saquear, roubar e até matar, estes resultados plasmáticos da mente sórdida e falsa de Dionísio começaram a encurralar os nossos queridos heróis numa rua sem saída que dava p´ro campo da verdade, que por sinal havia virado um holocausto de boas ações. Assim, matam covardemente César o Mentor em busca de algum item de valor ou até comestível, enquanto Dionísio corre, insanamente, transformando seu interior num caos, elevando a própria vibração aos lugares mais impensáveis da mente. Crianças eram chicoteadas noite afora, a libertinagem acontecia de todos os jeitos, com uma multidão se dando o mais falso e passageiro prazer.
Dionísio não consegue lutar contra si mesmo, Dionísio não se suporta, Dionísio, por fim, se mata dentro de si , junto à sua falsidade, ganância e falsos e corrompidos valores.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Sobre Pensar Com o Pau
E ao som de Maldita, começo este que considero um dos meus textos mais indelicados. Indelicado, mas realista. Incrível como o realismo é encarado como pessimismo, não? Os otimistas são tão cegos que não conseguem sentir o fedor que os cercam!
Ingratos pensamentos estes, que me atordoam, que me massacram, uma verdadeira fratura exposta psicológica, e cabe ao mesmo aqui catar todos os malditos cacos que resultaram de ações impensadas, mal digeridas e até mal dirigidas.
Percebo cada vez mais que, cada um é responsável imediato e quase absoluto por sua própria dor.
O indivíduo age e se lesa, teima e se dana, teima mais uma vez e se reduz a pó, seja do modo que for. A auto-estima do ser, se é que ela ainda existe, se torna nula, e vejo que muito disso se dá pelos pensamentos recheados de libido do ser em questão. O fato de vender-se tão facilmente, mudar de opinião, ideais, crenças e ritos por causa de uma maldita boceta. Realmente, é tentador o fato de que, talvez, você poderá comer aquela vadia, porém, o dano é muito mais intenso que o lucro quando nos atiramos dessa forma contra alguém. Pare e pense RACIONALMENTE, e não com o pau duro, a partir do momento que você é "meretriz" de um ser cheio de merda, você se torna algo mais fétido que a própria merda.
Acredito que não vale a pena tornar-se um cabeça fraca só p´ra comer uma vadia ou dar p´ra um babaca. Não generalizando, valorizo as PESSOAS DE VERDADE, sejam homens ou mulheres, mas existem uns tipinhos aí que só querem moral, p´ra se sentirem e depois dar um belo pé no cu dos pobres que estavam babando ovo. E eu abomino essa raça, e meu amigo (a), você se sentirá MUITO IDIOTA por ser dispensado (a) por um desses naipes, viu? E se continuar nessa "friendzone" eterna, você é pior do que eu pensava.
Sinta que o amor próprio está diretamente ligado ao tema uma vez que, ao ser dispensado por um desses que só tem uma porra de uma aparência bonita, o mesmo se reduz a nada.
Não cometamos o erro de humilharmo-nos, dar-nos, e muito menos de apegarmo-nos a um desses, pois eles são a escória. É sempre tempo de recomeçar, não é? Então recomecemos nessa merda, e não pensemos mais com o pau, e sim com a cabeça...
E como dizia Bukowsky: "Antes de limpar seu cérebro, limpe seu coração, porra!"
Não nos apeguemos ao lixo, e não nos vendamos. Sejamos nós, fodam-se os de rostinho bonito e merda na cabeça, e não, não precisamos destes p´ra nada, pare de deixar sua volúpia te enganar.
Quer um conselho?
Quando começar a pensar com o pau, ou com seus ovários, hahaha, se não tiver nenhuma fonte que valha a pena receber teu gozo, MASTURBE-SE. Antes o desejo ficar contigo, do que ser partilhado com a escória.
Um brinde à escória, e à nossa liberdade. Libertemo-nos do libido, sejamos livres.
Agora são 02:10.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Uma Conversa
NÃO HÁ IMAGEM QUE PODERIA DEFINIR O QUE VEM A SEGUIR
O que se esperar de uma quinta à tarde?
Lhes confesso que a falta de expectativa tomara grande parte do meu tempo subjetivo, mas, sempre existem exceções, e esta tarde de quinta me mostrou que mesmo dentre a falta de expectativa ainda pode haver esperança, e por que não?Expectativa.
Por onde começar, meus caros?
Tudo começa há muito tempo atrás, onde tive a honra de conhecer um grande homem, um amigo, e até um mentor.
Ele acompanhou boa parte da minha adolescência, e antes do ocorrido em que focamos, já tivemos grandes conversas (nada comparativas a esta última, mas já tivemos acesso a nossos pensamentos anteriormente).
Enfim, ele tinha contato comigo, com minha ideias, com minhas atitudes, e com minhas dificuldades, sejam elas da forma que fossem, porém, nada podia fazer em questão de aspectos que o impedia, mas isso não vem ao caso. Dentre outras coisas, ele acompanhou minha evolução, como ele disse, ou meu regresso, aí vai da interpretação do leitor.
Este amigo, um homem muito inteligente, que tinha grandes conhecimentos, úteis conhecimentos, ABENÇOADOS CONHECIMENTOS.
Não o via há um bom tempo, a rotina nos distanciou, mas eu não poderia deixar uma relação tão bela morrer, seria um tanto quanto displicente da minha parte, até para comigo mesmo.
A IDEIA DE RESTABELECER CONTATO
Estava eu, procurando algo na televisão, e volta e meia sempre dava uma espiada no canal Prime Box Brazil, passam bons filmes nacionais lá, e tenho andado com um interesse muito forte por filmes nacionais, e entre diversos filmes que já vi, tinha visto um pela metade chamado "Corpo", com o Leonardo Medeiros (um dos mais fantásticos atores na minha opinião), e me chamou muito a atenção. Infelizmente, a primeira vez que vi, só vi da metade p´ra frente, e não entendi muito bem. Porém, eu vi ele inteiro outro dia, e sinceramente...Foi um dos melhores filmes que já vi, não só nacionais, mas como um todo.
O filme se passa em um necrotério, cujo doutor Artur Teller (Leonardo Medeiros) é um dos funcionários, e chega um corpo de uma mulher, extremamente conservado, para ele analisar, detalhes, história, identidade. A questão é, a mulher morreu há uns 30 anos atrás, em tempos de ditadura, e o filme nos mostra com cortes de cena resquícios da vida da personagem, que era uma militante, e paremos por aqui, não darei spoiler, rs.
Bem, isso despertou um grande interesse da minha parte pela época da ditadura. Eu já tinha um interesse muito forte, mas nada havia me despertado para isso tanto quanto este filme. E quem me veio na cabeça?! O meu caro amigo, que em sua mocidade havia sido hippie, tendo educação marxista, um verdadeiro paradoxo aparente, mas, acredite, no final tudo fará sentido. Ele conviveu durante aquela época, e podia, mais do que ninguém me orientar, me informar, e me dizer tudo o que sabe sobre aquele período. Mas, algo no meu subconsciente me avisava que, esta conversa teria muito mais sentido do que simples informações sobre a ditadura, e com isso, eu já estava levemente preparado, repare no levemente, levemente, levemente, levemente (sinta o eco na sua mente).
O CONTATO
Tento contato algumas vezes, eu não tinha o número certo, isso me frustra! E, como veremos adiante, a paranoia tocando na minha cabeça: "ele não quer te receber, ele nem sabe que você existe", isso me apurrinhando do começo ao fim, mas algo mais forte dentro da minha mente tensa dava uma luz sobre isso, e mantinha meu interesse, minha força e minha vontade de correr atrás.
No dia seguinte, com o número correto desta vez, consigo contato com ele, e lhe informo sobre meus planos, sobre meus interesses, e ele prontamente se dispõe a me receber, me informando quando estará disponível, e eu verifico quando poderei ir, sem marcar exatamente o dia.
ENCONTROS E DESENCONTROS
Eis que surge o amanhecer do que seria mais um dia normal e entediante. A quinta-feira amanhece de forma fria, mas com um tempo firme, típica manhã de Outono paulistana.
Sigo minha rotina normal, vou à faculdade, entre orações, sono, risadas e lanches.
Saio da faculdade em torno de 11 horas da manhã, um dia que parecia ser um tanto quanto letárgico. No caminho p´ra casa me vem a ideia hipotética de talvez ir na casa do meu amigo, e fico pensando e cismando nessa ideia, o caminho todo, e sinceramente, gosto de atos que não dependem de planificações.
Decido, irei à casa dele.
Mas, onde é mesmo a casa dele?!
Rua x, número x, onde?!
Ligo p´ra ele, enchendo o saco, perguntando onde é, ele me explica, e eu, dignamente consegui a proeza de me perder no meu próprio bairro, hahaha.
Até que, indo em sentido oposto encontro meu anjo da guarda eterno, minha divina, minha mãe, e ela me leva à casa do personagem real, real personagem, que alterará os rumos desse dia, dessa história, dos meus pensamentos, e da minhaexpectativa.
O ENCONTRO, A RECEPÇÃO E A CONVERSA
Chegando à casa dele, sou muito bem recebido, adentro sua residência, e chego ao seu escritório, típico escritório de contador! Até clássico eu diria, SAUDOSISMO, SANTO SAUDOSISMO! Nostalgia, personificação daquilo que não viveu e uma luta por passados mais distantes.
Começamos a conversar, tendo como base café e cigarros, a base dos campeões, hahaha!
Começo agradecendo por ter me recebido, e assim tudo se inicia.
Como melhorar o país?
Eis o dilema, talvez a grande base de toda e qualquer grande conversa.
Melhorando a família.
Este é o argumento do nosso amigo, citando a família como o grande pilar da sociedade brasileira, e eu concordo em boa parte, tendo em vista que a família brasileira está extremamente desestruturada, resultando na sociedade que temos hoje. Falta de esperança, falta de educação, falta de valores, encaramos essa sociedade corrompida diariamente, podendo até ser rotulados como pessimistas (esse rótulo cabendo mais a mim, obviamente).
Em seguida começamos a falar sobre ditadura. Ele viveu grande parte deste período em sua mocidade, e eu vejo que o mesmo já passou por diversas casas de espírito, tendo inicialmente uma educação marxista, sendo na sua pré-adolescência a fim da ditadura, e na sua mocidade contra, se tornando hippie tempos depois, etc. E é isso que desperta um maior interesse da minha parte, conversar com um cara que tem conhecimento de todos os lados da moeda, argumentando, sem sobrepor sua ideia sobre a minha, mas, enriquecendo a minha ideia, e se permitindo ter sua ideia enriquecida, a fim de construirmos assim um argumento sólido que visa a melhor solução para o problema, não exatamente a solução, mas a melhor definição.
O mais interessante foi, ele já tendo ciência de que eu sou muito interessado por história e tudo o mais, deixei claro que sou muito nostálgico também, e ele prontamente me chamou de saudosista, após eu dizer que gostaria de morar em na AV. Atlântica (Rio de Janeiro), e depois de rir muito, o filme "Meia Noite em Paris" foi citado, eu nunca assisti, mas segundo o meu caro fala sobre um homem que volta ao passado, e a mensagem do filme é a de sempre querermos retroceder à nossa época, e isso me deixou mais pensativo ainda. Fato é, não estou feliz com a minha época, mas eu nunca estaria? Nem em um passado levemente próximo à minha época? Nem em um mais distante?
Pois é, nem tudo foi esclarecido.
Um dos fatos que mais me deixou feliz dentre tudo isso foi a aceitação dos argumentos, tanto de uma parte como d´outra, uma troca justa de argumentos, objetivando chegar a uma melhor ideia do que a primeira. E a primeira coisa que percebi é, é extremante raro você conversar com alguém mais experiente, ou mais vivido do que você e que aceite as suas ideias sem nenhum tipo de sobreposição.
Voltando à conversa, voltando ao Brasil, ele cita a ideia de que, o maior problema do Brasil, além da família é a corrupção, a sonegação e a impunidade, e nisso concordo novamente.
Em seguida exponho: "Deprimente, um país como o nosso, que tem uma herança cultural tão rica, estar neste esgoto que nos encontramos, um esgoto massivo, cultural, educacional, banal".
E ele concorda com isso, contra-argumentando que quem pensava foi calado anteriormente, e que o que temos agora é um resquício da pior parte de eventos passados, por fim, chegando à conclusão que a maior parte do que não prestava foi mantido, e estamos vivendo uma grande consequência daquilo que já passou, e nada positiva por sinal.
Diante tudo isso, verifico que a fusão de assuntos é cada vez maior, e entramos no assunto da saída do indivíduo para o mundo, e nesta questão ele mesmo cita que tivemos muito em comum neste aspecto uma vez que nossas famílias se pareciam consideravelmente na criação de um filho.
Dificuldades semelhantes, situações semelhantes, o preconceito inicial, a própria dificuldade interrelacional, e neste momento começamos a pensar como um, enriquecendo cada vez mais os argumentos um do outro, e até completando os mesmos.
Palavras, frases, pensamentos, tudo o que de mais indizível foi dito, sem volta nem arrependimento.
Frustrações, predisposições, desejos. Vimos claramente que não vivemos do jeito que queremos, não fazemos profissionalmente o que queremos, mas uma coisa que admiro nele é a felicidade e a coragem com que ele encara a vida. Ele já tem uma certa idade, e isso não o abala, ele sempre foi muito ativo, e contra todos os rótulos ele disse: "Eu não tenho idade, eu tenho o hoje".
E claro, não faltou boas risadas também, mesmo contra todo o rótulo, evitamos qualquer tipo de idealizações, colocando o preconceito e a convicção como as maiores ignorâncias humanas, porém, neste momento passa um carro com o som alto tocando funk e eu digo "mas isso é uma merda!", e ele concorda automaticamente, hahaha.
Neste momento eu tive, não que eu já não tenha tido antes, a visão do claro regresso da arte. O que este estilo musical (funk BRASILEIRO) vem preencher?
Antigamente, o enxerto da alma era muito mais concentrado do que é hoje, atualmente as pessoas se nutrem do que tem de mais vazio. E nisso concordamos mais uma vez. A decadência da arte, não que a arte já definida tenha sido afetada, mas a atual praticamente não existe para a massa, afinal, para a massa só é divulgado o que vem a alienar, não é? E nessa ele cita: "Não sou a favor da separação, sou a favor da arte, ele não tem fronteiras, ela une a todos". De acordo...rs
Sobre música, ahhh a música, a verdadeira música!
Chico, Caetano, Jobim, até Secos e Molhados! Tudo isso foi conversado, e deliberadamente analisado, tropicalismo, bossa nova!
Livros! Fizemos piadas sobre o Memórias Póstumas de Brás Cubas, entre outros.
Chegamos ao ponto da vida vivida em si. Há muito mais p´ra viver do que estar vivo, eu digo. E ele é prova clara disso, diante adversidades ou não, dizendo que o mais importante, e mais difícil também é sempre manter-se feliz, inabalável. Simples no papel, ou no teu monitor, mas na vida é difícil, muito difícil. Ele diz não dever satisfações p´ra ninguém, nem para mim! Neste momento a paranoia volta a me afetar, e pela primeira vez na minha vida, eu consigo abrir o jogo e dizer que isso me afetou,paranoia aflorando, porém, eu consigo ir além da minha paranoia, novamente como um debutante, e dizer que algo mais a fundo me tranquilizara e dizia não ser pessoal, e ele instantaneamente entende aquilo e admira que eu consiga expor algo tão profundo (p´ra falar a verdade até eu me admirei). Chegamos num consenso.
E sobre um som do Secos e Molhados digerimos mais ideias, acalmados desta vez pelo belo som, que quase encerrava esta quase transcendental conversa.
O mais incrível disso tudo é ver de onde começamos e para onde fomos. Analisar detalhadamente o caminho que percorremos dentro de um escritório. Demos 8 voltas na Terra! E não, não pretendemos parar.
E neste momento, eu agradeço pela grande conversa, e finalizo com uma citação do nosso herói:
"A partir do momento que você desconstrói seus conceitos...você é livre."
Créditos: Ismael Braga
O que se esperar de uma quinta à tarde?
Lhes confesso que a falta de expectativa tomara grande parte do meu tempo subjetivo, mas, sempre existem exceções, e esta tarde de quinta me mostrou que mesmo dentre a falta de expectativa ainda pode haver esperança, e por que não?
Por onde começar, meus caros?
Tudo começa há muito tempo atrás, onde tive a honra de conhecer um grande homem, um amigo, e até um mentor.
Ele acompanhou boa parte da minha adolescência, e antes do ocorrido em que focamos, já tivemos grandes conversas (nada comparativas a esta última, mas já tivemos acesso a nossos pensamentos anteriormente).
Enfim, ele tinha contato comigo, com minha ideias, com minhas atitudes, e com minhas dificuldades, sejam elas da forma que fossem, porém, nada podia fazer em questão de aspectos que o impedia, mas isso não vem ao caso. Dentre outras coisas, ele acompanhou minha evolução, como ele disse, ou meu regresso, aí vai da interpretação do leitor.
Este amigo, um homem muito inteligente, que tinha grandes conhecimentos, úteis conhecimentos, ABENÇOADOS CONHECIMENTOS.
Não o via há um bom tempo, a rotina nos distanciou, mas eu não poderia deixar uma relação tão bela morrer, seria um tanto quanto displicente da minha parte, até para comigo mesmo.
A IDEIA DE RESTABELECER CONTATO
Estava eu, procurando algo na televisão, e volta e meia sempre dava uma espiada no canal Prime Box Brazil, passam bons filmes nacionais lá, e tenho andado com um interesse muito forte por filmes nacionais, e entre diversos filmes que já vi, tinha visto um pela metade chamado "Corpo", com o Leonardo Medeiros (um dos mais fantásticos atores na minha opinião), e me chamou muito a atenção. Infelizmente, a primeira vez que vi, só vi da metade p´ra frente, e não entendi muito bem. Porém, eu vi ele inteiro outro dia, e sinceramente...Foi um dos melhores filmes que já vi, não só nacionais, mas como um todo.
O filme se passa em um necrotério, cujo doutor Artur Teller (Leonardo Medeiros) é um dos funcionários, e chega um corpo de uma mulher, extremamente conservado, para ele analisar, detalhes, história, identidade. A questão é, a mulher morreu há uns 30 anos atrás, em tempos de ditadura, e o filme nos mostra com cortes de cena resquícios da vida da personagem, que era uma militante, e paremos por aqui, não darei spoiler, rs.
Bem, isso despertou um grande interesse da minha parte pela época da ditadura. Eu já tinha um interesse muito forte, mas nada havia me despertado para isso tanto quanto este filme. E quem me veio na cabeça?! O meu caro amigo, que em sua mocidade havia sido hippie, tendo educação marxista, um verdadeiro paradoxo aparente, mas, acredite, no final tudo fará sentido. Ele conviveu durante aquela época, e podia, mais do que ninguém me orientar, me informar, e me dizer tudo o que sabe sobre aquele período. Mas, algo no meu subconsciente me avisava que, esta conversa teria muito mais sentido do que simples informações sobre a ditadura, e com isso, eu já estava levemente preparado, repare no levemente, levemente, levemente, levemente (sinta o eco na sua mente).
O CONTATO
Tento contato algumas vezes, eu não tinha o número certo, isso me frustra! E, como veremos adiante, a paranoia tocando na minha cabeça: "ele não quer te receber, ele nem sabe que você existe", isso me apurrinhando do começo ao fim, mas algo mais forte dentro da minha mente tensa dava uma luz sobre isso, e mantinha meu interesse, minha força e minha vontade de correr atrás.
No dia seguinte, com o número correto desta vez, consigo contato com ele, e lhe informo sobre meus planos, sobre meus interesses, e ele prontamente se dispõe a me receber, me informando quando estará disponível, e eu verifico quando poderei ir, sem marcar exatamente o dia.
ENCONTROS E DESENCONTROS
Eis que surge o amanhecer do que seria mais um dia normal e entediante. A quinta-feira amanhece de forma fria, mas com um tempo firme, típica manhã de Outono paulistana.
Sigo minha rotina normal, vou à faculdade, entre orações, sono, risadas e lanches.
Saio da faculdade em torno de 11 horas da manhã, um dia que parecia ser um tanto quanto letárgico. No caminho p´ra casa me vem a ideia hipotética de talvez ir na casa do meu amigo, e fico pensando e cismando nessa ideia, o caminho todo, e sinceramente, gosto de atos que não dependem de planificações.
Decido, irei à casa dele.
Mas, onde é mesmo a casa dele?!
Rua x, número x, onde?!
Ligo p´ra ele, enchendo o saco, perguntando onde é, ele me explica, e eu, dignamente consegui a proeza de me perder no meu próprio bairro, hahaha.
Até que, indo em sentido oposto encontro meu anjo da guarda eterno, minha divina, minha mãe, e ela me leva à casa do personagem real, real personagem, que alterará os rumos desse dia, dessa história, dos meus pensamentos, e da minha
O ENCONTRO, A RECEPÇÃO E A CONVERSA
Chegando à casa dele, sou muito bem recebido, adentro sua residência, e chego ao seu escritório, típico escritório de contador! Até clássico eu diria, SAUDOSISMO, SANTO SAUDOSISMO! Nostalgia, personificação daquilo que não viveu e uma luta por passados mais distantes.
Começamos a conversar, tendo como base café e cigarros, a base dos campeões, hahaha!
Começo agradecendo por ter me recebido, e assim tudo se inicia.
Como melhorar o país?
Eis o dilema, talvez a grande base de toda e qualquer grande conversa.
Melhorando a família.
Este é o argumento do nosso amigo, citando a família como o grande pilar da sociedade brasileira, e eu concordo em boa parte, tendo em vista que a família brasileira está extremamente desestruturada, resultando na sociedade que temos hoje. Falta de esperança, falta de educação, falta de valores, encaramos essa sociedade corrompida diariamente, podendo até ser rotulados como pessimistas (esse rótulo cabendo mais a mim, obviamente).
Em seguida começamos a falar sobre ditadura. Ele viveu grande parte deste período em sua mocidade, e eu vejo que o mesmo já passou por diversas casas de espírito, tendo inicialmente uma educação marxista, sendo na sua pré-adolescência a fim da ditadura, e na sua mocidade contra, se tornando hippie tempos depois, etc. E é isso que desperta um maior interesse da minha parte, conversar com um cara que tem conhecimento de todos os lados da moeda, argumentando, sem sobrepor sua ideia sobre a minha, mas, enriquecendo a minha ideia, e se permitindo ter sua ideia enriquecida, a fim de construirmos assim um argumento sólido que visa a melhor solução para o problema, não exatamente a solução, mas a melhor definição.
O mais interessante foi, ele já tendo ciência de que eu sou muito interessado por história e tudo o mais, deixei claro que sou muito nostálgico também, e ele prontamente me chamou de saudosista, após eu dizer que gostaria de morar em na AV. Atlântica (Rio de Janeiro), e depois de rir muito, o filme "Meia Noite em Paris" foi citado, eu nunca assisti, mas segundo o meu caro fala sobre um homem que volta ao passado, e a mensagem do filme é a de sempre querermos retroceder à nossa época, e isso me deixou mais pensativo ainda. Fato é, não estou feliz com a minha época, mas eu nunca estaria? Nem em um passado levemente próximo à minha época? Nem em um mais distante?
Pois é, nem tudo foi esclarecido.
Um dos fatos que mais me deixou feliz dentre tudo isso foi a aceitação dos argumentos, tanto de uma parte como d´outra, uma troca justa de argumentos, objetivando chegar a uma melhor ideia do que a primeira. E a primeira coisa que percebi é, é extremante raro você conversar com alguém mais experiente, ou mais vivido do que você e que aceite as suas ideias sem nenhum tipo de sobreposição.
Voltando à conversa, voltando ao Brasil, ele cita a ideia de que, o maior problema do Brasil, além da família é a corrupção, a sonegação e a impunidade, e nisso concordo novamente.
Em seguida exponho: "Deprimente, um país como o nosso, que tem uma herança cultural tão rica, estar neste esgoto que nos encontramos, um esgoto massivo, cultural, educacional, banal".
E ele concorda com isso, contra-argumentando que quem pensava foi calado anteriormente, e que o que temos agora é um resquício da pior parte de eventos passados, por fim, chegando à conclusão que a maior parte do que não prestava foi mantido, e estamos vivendo uma grande consequência daquilo que já passou, e nada positiva por sinal.
Diante tudo isso, verifico que a fusão de assuntos é cada vez maior, e entramos no assunto da saída do indivíduo para o mundo, e nesta questão ele mesmo cita que tivemos muito em comum neste aspecto uma vez que nossas famílias se pareciam consideravelmente na criação de um filho.
Dificuldades semelhantes, situações semelhantes, o preconceito inicial, a própria dificuldade interrelacional, e neste momento começamos a pensar como um, enriquecendo cada vez mais os argumentos um do outro, e até completando os mesmos.
Palavras, frases, pensamentos, tudo o que de mais indizível foi dito, sem volta nem arrependimento.
Frustrações, predisposições, desejos. Vimos claramente que não vivemos do jeito que queremos, não fazemos profissionalmente o que queremos, mas uma coisa que admiro nele é a felicidade e a coragem com que ele encara a vida. Ele já tem uma certa idade, e isso não o abala, ele sempre foi muito ativo, e contra todos os rótulos ele disse: "Eu não tenho idade, eu tenho o hoje".
E claro, não faltou boas risadas também, mesmo contra todo o rótulo, evitamos qualquer tipo de idealizações, colocando o preconceito e a convicção como as maiores ignorâncias humanas, porém, neste momento passa um carro com o som alto tocando funk e eu digo "mas isso é uma merda!", e ele concorda automaticamente, hahaha.
Neste momento eu tive, não que eu já não tenha tido antes, a visão do claro regresso da arte. O que este estilo musical (funk BRASILEIRO) vem preencher?
Antigamente, o enxerto da alma era muito mais concentrado do que é hoje, atualmente as pessoas se nutrem do que tem de mais vazio. E nisso concordamos mais uma vez. A decadência da arte, não que a arte já definida tenha sido afetada, mas a atual praticamente não existe para a massa, afinal, para a massa só é divulgado o que vem a alienar, não é? E nessa ele cita: "Não sou a favor da separação, sou a favor da arte, ele não tem fronteiras, ela une a todos". De acordo...rs
Sobre música, ahhh a música, a verdadeira música!
Chico, Caetano, Jobim, até Secos e Molhados! Tudo isso foi conversado, e deliberadamente analisado, tropicalismo, bossa nova!
Livros! Fizemos piadas sobre o Memórias Póstumas de Brás Cubas, entre outros.
Chegamos ao ponto da vida vivida em si. Há muito mais p´ra viver do que estar vivo, eu digo. E ele é prova clara disso, diante adversidades ou não, dizendo que o mais importante, e mais difícil também é sempre manter-se feliz, inabalável. Simples no papel, ou no teu monitor, mas na vida é difícil, muito difícil. Ele diz não dever satisfações p´ra ninguém, nem para mim! Neste momento a paranoia volta a me afetar, e pela primeira vez na minha vida, eu consigo abrir o jogo e dizer que isso me afetou,
E sobre um som do Secos e Molhados digerimos mais ideias, acalmados desta vez pelo belo som, que quase encerrava esta quase transcendental conversa.
O mais incrível disso tudo é ver de onde começamos e para onde fomos. Analisar detalhadamente o caminho que percorremos dentro de um escritório. Demos 8 voltas na Terra! E não, não pretendemos parar.
E neste momento, eu agradeço pela grande conversa, e finalizo com uma citação do nosso herói:
"A partir do momento que você desconstrói seus conceitos...você é livre."
Créditos: Ismael Braga
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Mediocridade
Eis o que sempre será?
Um teste? Uma ameaça? Uma maldição?
Qual a razão disso tudo?
Após levar tantos socos da vida, a mesma o presenteia com o mais puro e dito "mais ou menos"?
[...]
Sua sina, sua "his, es"tória é essa, um grande predicado. Uma ausência de satisfação constante...
E sinceramente, neste momento não sabemos mais o que é satisfação.
Nosso subconsciente se apodreceu diante tantas experiências, pessoas e textos apodrecidos.
Um tudo por 2 minutos, e um nada por uma década...
Eis ao que ele é destinado!
Não existe saída, não existe mais nada, a não ser sua constante inconstância. Limitações? Dificuldades? Adversidades?
O que seriam? O que tu és?
O que diabos eu sou?!
Uma metade destinada a outras metades? Ou até uma metade de uma metade destina a outras metades de outras metades?
Sinceramente, não entendo mais o que tudo isso quer dizer, e não entendo mais sequer meus pensamentos.
Terceira ou primeira pessoa? Personalidade ou personagem?
Ou até personalidade de um personagem?
Ou por fim personalidade do personagem que tu és?
Tantas perguntas...
Tão poucas respostas...
INCONSTÂNCIA CONSTANTE...
Ele não quer mais desistir, ou está cansado de tentar?
Não se sabe mais o que se passa na cabeça do ser que está destinado à mais pura mediocridade.
O médio, o dito 'mais ou menos', o mais puro 'meia boca'...
Será a história da tua vida?
Será a história da minha vida?
Descobrirei se não morrermos.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Refém
A aparição de um dom, a forma como este é desenvolvido e reproduzido...impecavelmente, criteriosamente, detalhadamente, infelizmente.
O corpo dele é normal, o físico...digamos que médio, sua altura, mais para baixa do que para alta. Na multidão ele passa despercebido, é só mais uma formiga a fim de juntar comida. Até porque, convenhamos, ser opássaro pintado é perigoso, uma vez que a sociedade teme aquilo que é diferente, como no caso da escuridão, ou até de um clima mais mórbido, que pode servir de inspiração para muita gente, os 'comuns' acham isso coisa de louco, mas, quem é mais louco? Quem procura novas fontes de inspiração, ou quem se acostuma com a doença de ser comum?
"Todo mundo é igual, e ao mesmo tempo todo mundo é diferente" ele pensava, o que mais dizer? O que mais pensar? Ele apenas sabia que não era como os outros...
Seu corpo tornara-se seu meio para alcançar coisas, fazer coisas, criar coisas (à maneira física), etc...O significado de corpo é muito subjetivo, e ele detestava o seu 'meio externo', ele se detestava, uma vez que não se achava feio se achava gordo, quando não se achava gordo se sentia mal pelas malditas cicatrizes que carregava consigo, e assim ia, num processo inacabável de subestimação.
Porém, sua mente...
ah, sua mente....
Esta ele repudiava!
Sempre estava numa briga consigo mesmo, uma briga ininterrupta, um ciclo de pensamentos quase que viciosos, sempre o atormentando, o matando por dentro, não havia controle, nunca houve para falar a verdade, mas ultimamente ele sentia uma piora muito grande com relação a estes sentimentos que o sufocavam e quase o matavam.
Era um homem suscetível, um homem que prezava tanto a opinião dos outros que se machucava por qualquer palavra mais ríspida ou olhar relativamente torto. A ironia é que, ao mesmo tempo que era muito frágil...ficava muito forte, uma conversa bem focada e de conteúdo importante mostrava a competência mental deste guri, que poucos compreendiam, claro.
Logo, seu corpo era seu defeituoso meio, e sua mente...sua tenebrosa cela.
Do que adianta um corpo relativamente normal, ou até sadio, quando sua mente está doente? Deteriorada?!
Sua paranoia alcançava níveis exorbitantes dentre o seu limite, ele não tinha mais paz, só pensava no seu passado, desde nostalgias a fúrias, planificações certas que deram errado, nas mulheres que nunca mais teria, sendo este último pensamento um dos mais dolorosos, pensando também nas coisas ruins que já acontecera, nas palavras não ditas, nas atitudes não tomadas, arrependimento, paranoia, bullying. Enfim, tornara-se um verdadeiro insone, sentia-se como um zumbi habitando sua carne, nunca pensou que chegaria a este ponto, ponto que segundo ele: Era o mais doloroso da existência humana.
Por fim ele enxergava com clareza que a pior prisão é a paranoia, não há nada pior do que ser refém de si mesmo, e embora isso o lesasse mais e mais a cada dia ele conseguia ao menos expor suas ideias de forma mais objetiva, porém, como todo bom paranoico, acarretou-se sobre nosso querido protagonista uma crise criativa das bravas...motivo: Expor suas ideias!
Neste momento vemos claramente que o problema em questão é multipolar. Ele elimina qualquer fonte de prazer do indivíduo, o deixando assim bitolado, com as piores expectativas vivenciáveis, nunca curtindo o momento em si, e sempre se preocupando com o minuto a frente, a ansiedade acabando com toda e qualquer expectativa.
Paranoia, prisão, desespero, ansiedade, destruição, infinito...
Refém de si mesmo.
O corpo dele é normal, o físico...digamos que médio, sua altura, mais para baixa do que para alta. Na multidão ele passa despercebido, é só mais uma formiga a fim de juntar comida. Até porque, convenhamos, ser o
"Todo mundo é igual, e ao mesmo tempo todo mundo é diferente" ele pensava, o que mais dizer? O que mais pensar? Ele apenas sabia que não era como os outros...
Seu corpo tornara-se seu meio para alcançar coisas, fazer coisas, criar coisas (à maneira física), etc...O significado de corpo é muito subjetivo, e ele detestava o seu 'meio externo', ele se detestava, uma vez que não se achava feio se achava gordo, quando não se achava gordo se sentia mal pelas malditas cicatrizes que carregava consigo, e assim ia, num processo inacabável de subestimação.
Porém, sua mente...
ah, sua mente....
Esta ele repudiava!
Sempre estava numa briga consigo mesmo, uma briga ininterrupta, um ciclo de pensamentos quase que viciosos, sempre o atormentando, o matando por dentro, não havia controle, nunca houve para falar a verdade, mas ultimamente ele sentia uma piora muito grande com relação a estes sentimentos que o sufocavam e quase o matavam.
Era um homem suscetível, um homem que prezava tanto a opinião dos outros que se machucava por qualquer palavra mais ríspida ou olhar relativamente torto. A ironia é que, ao mesmo tempo que era muito frágil...ficava muito forte, uma conversa bem focada e de conteúdo importante mostrava a competência mental deste guri, que poucos compreendiam, claro.
Logo, seu corpo era seu defeituoso meio, e sua mente...sua tenebrosa cela.
Do que adianta um corpo relativamente normal, ou até sadio, quando sua mente está doente? Deteriorada?!
Sua paranoia alcançava níveis exorbitantes dentre o seu limite, ele não tinha mais paz, só pensava no seu passado, desde nostalgias a fúrias, planificações certas que deram errado, nas mulheres que nunca mais teria, sendo este último pensamento um dos mais dolorosos, pensando também nas coisas ruins que já acontecera, nas palavras não ditas, nas atitudes não tomadas, arrependimento, paranoia, bullying. Enfim, tornara-se um verdadeiro insone, sentia-se como um zumbi habitando sua carne, nunca pensou que chegaria a este ponto, ponto que segundo ele: Era o mais doloroso da existência humana.
Por fim ele enxergava com clareza que a pior prisão é a paranoia, não há nada pior do que ser refém de si mesmo, e embora isso o lesasse mais e mais a cada dia ele conseguia ao menos expor suas ideias de forma mais objetiva, porém, como todo bom paranoico, acarretou-se sobre nosso querido protagonista uma crise criativa das bravas...motivo: Expor suas ideias!
Neste momento vemos claramente que o problema em questão é multipolar. Ele elimina qualquer fonte de prazer do indivíduo, o deixando assim bitolado, com as piores expectativas vivenciáveis, nunca curtindo o momento em si, e sempre se preocupando com o minuto a frente, a ansiedade acabando com toda e qualquer expectativa.
Paranoia, prisão, desespero, ansiedade, destruição, infinito...
Refém de si mesmo.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Nostalgia Niilista / Falsos Valores
Eis aquele momento esperado, até porque já me conheço e não tenho mais como adiá-lo. Trágico momento em que sinto falta de algo que passou, há tempos até, mas, o que me decepciona exatamente não é o fato d´aquilo ter passado, mas o fato de que até a nostalgia ter se tornado niilista p´ra mim, uma vez que amanhã, possivelmente eu sinta essa falta exorbitante de outro fato, e assim esqueça ou releve bruscamente aquele que eu pensei 'hoje', e assim sucessivamente. É um mal sem remédio.
Tudo promove a nostalgia, tudo promove fatos passados, tudo promove aquilo que já tivemos, desde um cheiro a um gosto, desde uma sensação a um olhar. É incrível o sentimento que toma conta de mim, serei eu aquele desertor de sentimentos?
Seria uma maldita fuga?
Nesta tarde chuvosa é isso que passa pela minha mente, e creio que este maldito bloqueio de criatividade pelo qual passei tenha relação também com o fato de eu acumular tantas ideias, e por fim não conseguir dar vazão a todas. Passar em lugares, avistar situações passadas e passageiras: Vejo que essas nostalgias que sinto são baseadas mais em sentimentos niilistas que já senti, e claro, por situações meramente figuradas, rápidas, meteóricas.
Falta, afeto, carinho, carência...hahaha, eis o maldito problema sem solução, uma busca pelo auto-conhecimento, e pelo conhecimento alheio...porém, devemos convir que, seria muito mais fácil conhecer o outro lado do que a si mesmo, tendo em vista as situações curtas. Uma falta de preparo que atordoa o espírito de todos os lados, uma busca pelo tudo resultando em nada, podendo até ser encarado como uma perda de tempo. Visando tudo isso, vejo que a vida seria um extremo desperdício se nos nutrirmos unicamente de nostalgias insensatas e sentimentos vazios...
Muito apego pelo passado resulta numa falta de presente e até de futuro, você se torna um ser mórbido, que não se sustenta nem sequer em um passado verdadeiro. Resultado do niilismo aplicado, onde não tem começo, nem meio e muito menos fim, ou, podemos até dizer que o final torna-se pífio e previsível, onde nada nem ninguém fora alcançado, só a frustração e o fracasso.
Sinto que grande parte do sentimento em pauta é dor, é mágoa, é depressão, mas, existem as fugas, aqueles momentos dentre nós mesmos em que tivemos paz de espírito para dar vazão a grandes conversas e grandes atos, partilhando assim músicas, leituras, palavras, lágrimas, e até companhias (paradoxal? Talvez). A sensação aplicada e o sentimento em si nunca acaba, é multipolar onde passamos por diversas casas de espírito e razão resultando no que somos hoje, e creio que um grande fator para o crescimento espiritual e cognitivo sejam as dificuldades, obviamente, e a depressão. Uma vez que já estivemos no inferno, a visão de paraíso torna-se muito mais apurada e alcançável, e nem é tão difícil assim alcançá-lo, vindo a depender mais do nosso estado de espírito. Porém, nunca nos esqueçamos que a linha entre o 'paraíso' e o 'Inferno' é muito tênue.
O que é felicidade?
O que é tristeza?
O que é melancolia?
O que é tudo?
O que é nada?
Vejo que simplesmente somos obrigados a ENGOLIR tudo o que nos passam como verdade absoluta, e sinceramente, discordo de muita, mas MUITA coisa! Não acho que felicidade seja o que sempre nos passaram...'fuck it, i´m young!', 'Imagina a festa!', 'Carnaval!', 'Campeonato Brasileiro!', 'Vamos p´ra balada!', 'Sorria, você é jovem!', 'Vai, Corinthians!'. Você sinceramente acha que essa propaganda toda aí de vida feliz realmente traz a felicidade?! Pois eu acho que só traz burrice, futilidade e regresso cognitivo. Porém, temos de ser sensatos, a felicidade é estritamente subjetiva. Se o indivíduo acha que tudo isso é a verdadeira felicidade, o que posso, ou podemos fazer, não é? Tendência atacando!
E o melhor de tudo é que, esse conceito é passado de forma intensa, e quem discorda disso é visto como o quê?! Como louco, como 'quadrado', como 'velho', como pessimista! E depois ainda dizem que pessimismo não tem relação alguma com inteligência. :)
Com todo o respeito, caros brahmeiros, rs, eu prefiro ser visto como qualquer outra coisa do que adepto deste falso espírito jovial.
Mais do que nunca vejo que felicidade pode ser alcançada desde os momentos mais eufóricos aos mais sombrios. É impossível rotular o momento, e não vejo nada de anormal de se conseguir algum tipo de felicidade intensa na escuridão.
Mas o que é escuridão, afinal?!
CREIO QUE ESCURIDÃO SEJA TUDO AQUILO QUE OS FÚTEIS NÃO TÊM OLHOS PARA ENXERGAR, LOGO ISSO OS AMEDRONTA, CERTO?
Bem, começamos com uma dita nostalgia nada sustentável e olha onde viemos parar!
Obrigado.
Tudo promove a nostalgia, tudo promove fatos passados, tudo promove aquilo que já tivemos, desde um cheiro a um gosto, desde uma sensação a um olhar. É incrível o sentimento que toma conta de mim, serei eu aquele desertor de sentimentos?
Seria uma maldita fuga?
Nesta tarde chuvosa é isso que passa pela minha mente, e creio que este maldito bloqueio de criatividade pelo qual passei tenha relação também com o fato de eu acumular tantas ideias, e por fim não conseguir dar vazão a todas. Passar em lugares, avistar situações passadas e passageiras: Vejo que essas nostalgias que sinto são baseadas mais em sentimentos niilistas que já senti, e claro, por situações meramente figuradas, rápidas, meteóricas.
Falta, afeto, carinho, carência...hahaha, eis o maldito problema sem solução, uma busca pelo auto-conhecimento, e pelo conhecimento alheio...porém, devemos convir que, seria muito mais fácil conhecer o outro lado do que a si mesmo, tendo em vista as situações curtas. Uma falta de preparo que atordoa o espírito de todos os lados, uma busca pelo tudo resultando em nada, podendo até ser encarado como uma perda de tempo. Visando tudo isso, vejo que a vida seria um extremo desperdício se nos nutrirmos unicamente de nostalgias insensatas e sentimentos vazios...
Muito apego pelo passado resulta numa falta de presente e até de futuro, você se torna um ser mórbido, que não se sustenta nem sequer em um passado verdadeiro. Resultado do niilismo aplicado, onde não tem começo, nem meio e muito menos fim, ou, podemos até dizer que o final torna-se pífio e previsível, onde nada nem ninguém fora alcançado, só a frustração e o fracasso.
Sinto que grande parte do sentimento em pauta é dor, é mágoa, é depressão, mas, existem as fugas, aqueles momentos dentre nós mesmos em que tivemos paz de espírito para dar vazão a grandes conversas e grandes atos, partilhando assim músicas, leituras, palavras, lágrimas, e até companhias (
O que é felicidade?
O que é tristeza?
O que é melancolia?
O que é tudo?
O que é nada?
Vejo que simplesmente somos obrigados a ENGOLIR tudo o que nos passam como verdade absoluta, e sinceramente, discordo de muita, mas MUITA coisa! Não acho que felicidade seja o que sempre nos passaram...'fuck it, i´m young!', 'Imagina a festa!', 'Carnaval!', 'Campeonato Brasileiro!', 'Vamos p´ra balada!', 'Sorria, você é jovem!', 'Vai, Corinthians!'. Você sinceramente acha que essa propaganda toda aí de vida feliz realmente traz a felicidade?! Pois eu acho que só traz burrice, futilidade e regresso cognitivo. Porém, temos de ser sensatos, a felicidade é estritamente subjetiva. Se o indivíduo acha que tudo isso é a verdadeira felicidade, o que posso, ou podemos fazer, não é? Tendência atacando!
E o melhor de tudo é que, esse conceito é passado de forma intensa, e quem discorda disso é visto como o quê?! Como louco, como 'quadrado', como 'velho', como pessimista! E depois ainda dizem que pessimismo não tem relação alguma com inteligência. :)
Com todo o respeito, caros brahmeiros, rs, eu prefiro ser visto como qualquer outra coisa do que adepto deste falso espírito jovial.
Mais do que nunca vejo que felicidade pode ser alcançada desde os momentos mais eufóricos aos mais sombrios. É impossível rotular o momento, e não vejo nada de anormal de se conseguir algum tipo de felicidade intensa na escuridão.
Mas o que é escuridão, afinal?!
CREIO QUE ESCURIDÃO SEJA TUDO AQUILO QUE OS FÚTEIS NÃO TÊM OLHOS PARA ENXERGAR, LOGO ISSO OS AMEDRONTA, CERTO?
Bem, começamos com uma dita nostalgia nada sustentável e olha onde viemos parar!
Obrigado.
domingo, 7 de outubro de 2012
Membrana / Limiar da Vida e Auto-destruição
Todos eles nos encaram, todos eles estão atrás de nós, e nós apenas observamos calmamente, enquanto vemos eles se inflando de coisas que não fazem sentido...nutrindo uma vida pequena, vazia, de fatores supérfluos, frios, crus.
Eu, e meus universos adentráveis e diferenciados defendemos a ida ao limite da vida, a um ponto que não tem mais volta, um limiar. Queremos e vamos chegar a todos os limites vitais...a lugares que não são reais para muita gente, mas não são irreais como parecem. Chegaremos ao inferno, ao paraíso, ao extremo lado...À MALDITA MEMBRANA VITAL, E MANDAREMOS UM POSTAL, PORÉM ESPERO QUE NOS AVISTEM E NOS AVISEM COMO FOI, COMO SERÁ, E COMO ESTÁ SENDO DENTRE A REALIDADE PURA E PATÉTICA QUE ESTES HUMANOS DESFRUTAM.
Eu não quero pagar p´ra ver o resultado para o qual a tendência leva a humanidade. No momento mais importante, um verdadeiro momento limiar, todos se calam, todos se viram, todos se alienam mais, e mais, e mais...e eu não sei se consigo viver em um mundo desses. Não vou seguir a maldita multidão, não vou seguir a maldita massa. Não nos contentaremos com pouco, e para mim nada mais importa, nem sequer o meu individualismo e coletivo que coloco frequentemente aqui, cujos pivôs são 'eu' e 'nós'.
Enquanto os comuns seguirão a tendência, a pseudo felicidade, e até o pseudo intelectualismo, NÓS vamos descobrir os limites da existência humana, seja ele causado pelo absurdo, bizarro, escroto, etc...
Verificaremos do mais absurdamente incrível às mais sujas latrinas, e estou disposto, mais do que nunca, a passar pela auto-destruição, a fim de conhecer o meu verdadeiro ideal.
E NÃO ME VENHA VOCÊ, MORALISTINHA DE MERDA, DIZER QUE ISSO NÃO FAZ PARTE DA MINHA VERDADEIRA MISSÃO, OU QUE SE CONSEGUE ENCONTRAR A VERDADEIRA FELICIDADE TENDO UMA VIDA COMUM...POIS ISSO É IMPOSSÍVEL! PARA MIM PELO MENOS É, ENTÃO, LOGO, TORNA-SE VERDADE...PARA MIM PELO MENOS...E PARA MUITA GENTE QUE PENSA ALÉM DO BÁSICO.
O que me atrai, meus caros, e creio que atrai aqueles que me seguem, cujos quais eu sigo também, É O VERDADEIRO LIMITE, A MEMBRANA VITAL, CUJA QUAL EU CONSEGUI VER EM UM BREVE SONHO DE UM SONO DE 3 MINUTOS E MEIO, MEIO À AULA DE FISIOLOGIA. Era uma verdadeira membrana, e eu estava em cima dela, ela estava me transportando, como um barco, essa membrana simbolizava a minha vida, e havia outra membrana que era um universo paralelo, cujo qual se fundia ao meu universo, logo, esta membrana vital é tudo aquilo que sempre procurei, e tento aqui expressar parte da fusão maravilhosa que sinto quando esta é citada, e pensada, assim como a adolescência vivida anteriormente, no real passado, seja ele recente ou não, mais um limite a ser explorado, só lamento por isso não ser fácil, pela vida ser um plano falho, e pelo corpo humano ser extremamente limitado (Incrível em todo o seu nível macro e microscópico, mas limitado).
E como buscar esse limite da existência humana?
Eis uma pergunta difícil, porém, eu apelo para a auto-destruição, e tudo aquilo que a dor traz consigo, pois nenhuma dor tem seu fim sem nenhum aprendizado muito forte, e sei que é clichê dizer, mas foda-se, a dor nos fortalece mais do que qualquer outra sensação do universo.
Bem, como buscar o limite é mais complexo do que 'como não buscar o limite', e esta última pergunta pode ser claramente explicada...pela maldiiiita tendência, que acaba conosco dia após dia, e é um grande empecilho para o crescimento psicológico, assim como é uma seleção natural das coisas. Não há p´ra onde fugir, poderia ser diferente, mas com uma humanidade tão patética e necessitada de educação e atenção, pode-se dizer que é impossível enfocar o limite humano tendo a tendência sobre os teus planos. Eu ia deixar isso p´ro fim, mas foda-se, não tenho prazo, não tenho regras, não tenho sequer limites, AO MENOS AQUI NÃO, E A TENDÊNCIA NADA MAIS É QUE UM REGRESSO PSICOLÓGICO, A PIOR DE TODAS AS PESTES, A PIOR DE TODAS AS PRAGAS, SUPERA ATÉ A DOENÇA.
Ok, ok...nós avançamos tecnologicamente dizendo...e o que mais??
Onde está o seu prazer pela vida?
Onde está o seu maldito ideal? (e é bom que seja um ideal que cole, não me venha com ideais fúteis de uma vidinha comum)
Onde está a porra do seu mundo???!
Sério, eu vejo gente cuja vida é tão vazia que me dá pena!
O cara se nutre de auto-apreciação com relação à beleza, se nutre de religião, se nutre de partidas de futebol! Se nutre de brigas, de dinheiro, etc...
Isso é uma vida PERDIDA!
Todas as fontes de prazer do ser humano se tornaram extremamente escassas, vagas, fúteis, banais e pobres de espírito e sentimento. 'O ópio de povo!!!", "Vamos distrair a nação!!"...
Logo, a humanidade sofre de uma falta de ideal muito grande, e isso é enraizado em uma série de outros fatores, que inclusive já discutimos...
Uma falta gera outra, e outra, e outra, e outra...e assim ficamos cada vez mais incompletos, mais insuficientes, sem alma, sem espírito, sem caráter, SEM IDEAL.
E aqui, meus caros, é que conseguimos ver isso claramente, o verdadeiro tamanho da desgraça, a importância para com relação àquilo que não é importante, o fator de tudo que não tem valor ser extremamente valorado, e tudo aquilo que realmente tem grande valor sendo tratado como lixo.
Agora, mais do que nunca vejo que o meu verdadeiro ideal é chegar ao ápice da existência humana, mesmo que o preço a ser pago seja uma grande quantidade de auto-sacrifício e auto-destruição. E talvez seja isso que diferencie a mim e àqueles que me acompanham nessa jornada da massa propriamente dita. 'A busca por um ideal psicológico', eis um plano que pode e deve ser valorado. O indivíduo não tem noção do potencial que tem, porém, as escolhas que o mesmo faz o fecham, e o limitam...gradualmente.
Logo, onde me encontro?
Na tênue linha entre a realidade e a fantasia, me acompanham? :)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Solidão
E como sempre eu tenho uma maldita dificuldade em começar o texto, e uma mania estranha de formar primeiro o título...
Talvez seja em questão do tempo que estou com ele na mente (apenas na mente) e em questão, também, da ânsia que tenho por expressá-lo e por fim, divulgá-lo (embora ache isso, como veremos a frente, uma grande desvaloração).
Não preciso de rascunhos, não preciso de 'pré-textos', nem nada do tipo, porém, talvez, isso fizesse uma grande diferença para mim, mas, sinceramente, eu acho que não há maior emoção do que escrever tudo uma única vez e de uma vez.
Pode-se dizer que, a solidão dita o meu ritmo de vida, ela chega até a me motivar em diversas ocasiões vitais. É incrível como esta, cada vez mais, torna-se presencial e necessária na minha vida.
Creio que solidão seja o aumentativo da palavra 'sólido', uma vez que, para mim faz um intenso sentido pois, eu acho a mesma extremamente real e concreta. Citemos, por exemplo, um sentimento...seja ele qual for, ele é, e tem de ser, muito mais valorado quando é pensado e cultivado por um único indivíduo, ou até, com mais uma pessoa, e indo ao limiar, até com uma pequena roda de verdadeiro amigos. O sentimento quando divulgado para outrem, ou até, para uma comunidade, torna-se extremamente banalizado. A humanidade não está preparada para lidar com sentimentos grandes e intensos, a mesma é intensamente preconceituosa e falastrona. O humano, por si, é apodrecido, e não posso dizer que fujo a regra, porém tento ser menos apodrecido, tento apreciar os grandes sentimentos que tenho, a subjetividade que a mim se destina, e que por mim é evoluída, etc...(mas ainda estou muito longe de ser umsobre humano, assim como toda a humanidade). Logo, acho que qualquer coisa executada por si mesmo, ou no máximo por um pequeno número de pessoas confiáveis é extremamente mais intensa e valorada do que o que é cultivado com um maior número de pessoas que não inspiram confiança, não só pensamentos mas atitudes, fatos, crenças...
A triste e verdadeira realidade é que, quando algo é exposto a sociedade, não existe mais o respeito em si (creio que nunca existiu, mas hoje mais do que nunca), tudo é distorcido, tudo é desvalorado...ninguém se importa com nada, além do seu próprio umbigo, é cada um correndo pelo seu e que se foda a raiz do sentimento, do fato, ou do que quer que seja.
E, claro, valoração tem de ser diferenciada de sensacionalismo, que eu particularmente acho a forma mais patética de pseudo valoração. Todo mundo se 'preocupa' com aquilo inicialmente, demonstram uma falsa importância, um sentimento patético de suprimento da própria vida, que por sinal é vazia, e dias depois se esquecem, e se prendem a outra coisa, se nutrindo de outros fatos, vivenciados e enraizados por outrem. Logo, divulgação seria uma forma de catástrofe.
Enfim, a solidão realmente é uma das raras fontes de prazer que pode e deve ser explorada por aqueles que ainda pensam, por aqueles que se importam consigo mesmo, e que por fim contem algum tipo de racionalidade elevada. E difíceis são as pessoas que podemos compartilhar essas ideias, sentimentos, fatos, e atitudes. É como eu disse nos textos passados, são raros universos paralelos que podemos ter a honra de adentrar, e consequentemente, dar abertura ao nosso universo ser adentrado pelos pivôs destes universos citados. Podemos ver claramente a solidão como a maior forma de racionalidade, e podemos compartilhar essa solidão com outros raros solitários, sentindo assim o maior prazer cognitivo que pode ser sentido, o compartilhamento. Mas isso não seria uma quebra da solidão? Um tipo de 'solidólise'??? rs... Não acho! Assim como faço meus termos, faço minhas ideias, e consigo assim unir paradoxos, e fazer desses até pleonasmos na minha mente que talvez nem eu entenda.
Por fim, acredito que a solidão não seja o mal do século, mas apenas mal interpretada. Tudo deve ser visto de diversos ângulos, e acho que o sentimento dentre a solidão (mesmo que esta não seja exatamente a um só, como vimos) é a forma mais sólida e valorada de sentimento. E mais, a solidão é uma fuga da patética realidade da qual fazemos parte, uma forma de expor toda a nossa surrealidade, todo o nosso verdadeiro potencial, seja ele subjetivo e até objetivo.
Resgate de valores, a eterna busca pela solidão.
Talvez seja em questão do tempo que estou com ele na mente (apenas na mente) e em questão, também, da ânsia que tenho por expressá-lo e por fim, divulgá-lo (embora ache isso, como veremos a frente, uma grande desvaloração).
Não preciso de rascunhos, não preciso de 'pré-textos', nem nada do tipo, porém, talvez, isso fizesse uma grande diferença para mim, mas, sinceramente, eu acho que não há maior emoção do que escrever tudo uma única vez e de uma vez.
Pode-se dizer que, a solidão dita o meu ritmo de vida, ela chega até a me motivar em diversas ocasiões vitais. É incrível como esta, cada vez mais, torna-se presencial e necessária na minha vida.
Creio que solidão seja o aumentativo da palavra 'sólido', uma vez que, para mim faz um intenso sentido pois, eu acho a mesma extremamente real e concreta. Citemos, por exemplo, um sentimento...seja ele qual for, ele é, e tem de ser, muito mais valorado quando é pensado e cultivado por um único indivíduo, ou até, com mais uma pessoa, e indo ao limiar, até com uma pequena roda de verdadeiro amigos. O sentimento quando divulgado para outrem, ou até, para uma comunidade, torna-se extremamente banalizado. A humanidade não está preparada para lidar com sentimentos grandes e intensos, a mesma é intensamente preconceituosa e falastrona. O humano, por si, é apodrecido, e não posso dizer que fujo a regra, porém tento ser menos apodrecido, tento apreciar os grandes sentimentos que tenho, a subjetividade que a mim se destina, e que por mim é evoluída, etc...(mas ainda estou muito longe de ser um
A triste e verdadeira realidade é que, quando algo é exposto a sociedade, não existe mais o respeito em si (creio que nunca existiu, mas hoje mais do que nunca), tudo é distorcido, tudo é desvalorado...ninguém se importa com nada, além do seu próprio umbigo, é cada um correndo pelo seu e que se foda a raiz do sentimento, do fato, ou do que quer que seja.
E, claro, valoração tem de ser diferenciada de sensacionalismo, que eu particularmente acho a forma mais patética de pseudo valoração. Todo mundo se 'preocupa' com aquilo inicialmente, demonstram uma falsa importância, um sentimento patético de suprimento da própria vida, que por sinal é vazia, e dias depois se esquecem, e se prendem a outra coisa, se nutrindo de outros fatos, vivenciados e enraizados por outrem. Logo, divulgação seria uma forma de catástrofe.
Enfim, a solidão realmente é uma das raras fontes de prazer que pode e deve ser explorada por aqueles que ainda pensam, por aqueles que se importam consigo mesmo, e que por fim contem algum tipo de racionalidade elevada. E difíceis são as pessoas que podemos compartilhar essas ideias, sentimentos, fatos, e atitudes. É como eu disse nos textos passados, são raros universos paralelos que podemos ter a honra de adentrar, e consequentemente, dar abertura ao nosso universo ser adentrado pelos pivôs destes universos citados. Podemos ver claramente a solidão como a maior forma de racionalidade, e podemos compartilhar essa solidão com outros raros solitários, sentindo assim o maior prazer cognitivo que pode ser sentido, o compartilhamento. Mas isso não seria uma quebra da solidão? Um tipo de 'solidólise'??? rs... Não acho! Assim como faço meus termos, faço minhas ideias, e consigo assim unir paradoxos, e fazer desses até pleonasmos na minha mente que talvez nem eu entenda.
Por fim, acredito que a solidão não seja o mal do século, mas apenas mal interpretada. Tudo deve ser visto de diversos ângulos, e acho que o sentimento dentre a solidão (mesmo que esta não seja exatamente a um só, como vimos) é a forma mais sólida e valorada de sentimento. E mais, a solidão é uma fuga da patética realidade da qual fazemos parte, uma forma de expor toda a nossa surrealidade, todo o nosso verdadeiro potencial, seja ele subjetivo e até objetivo.
Resgate de valores, a eterna busca pela solidão.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
La Muerte
Verdadeiro sentido...
Sentido de tudo, de nada, da base ao ápice, um motivo, uma razão, um Deus, um Diabo, um significado, uma vida.
Tenho refletido muito, e as consequências dessa reflexão são dolorosas, reflexão cujo tema é a vida, e principalmente...a morte.
Certa vez vi em um filme, um professor universitário, no final de sua aula, citando um poema, muito interessante por sinal, sobre a morte. Este poema citava a importância da morte com relação a vida, e a colocava até como 'a causa que dá um sentido à vida', e cita também que 'se soubéssemos o dia e a hora que fôssemos morrer, ainda estaríamos com a bunda de fora, e com uma lança nas mãos (primórdios)'.
Posso dizer que este poema que me deu as últimas forças para escrever este texto, pois as forças primeiras vieram de uma conversa que tive, em estado bêbado, com meu amigo Tarta (Leonardo Pazetti). Foi uma conversa intensa, onde quase todos os pontos da morte foram abrangidos. A ironia que, ao final desta conversa, ambos estávamos apreensivos, sabe? Um medo, uma agonia, uma sensação quase que inexplicável, pois vimos que, em relação ao nosso tempo vital somos praticamente impotentes. Claro, claro, podemos cuidar do nosso corpo de forma mais atenciosa, podemos cuidar da nossa alimentação, podemos cuidar dos nossos hábitos, poréééém, EU SOU CONTRA TODO ESSE TIPO DE CUIDADO, uma vez que a vida é para ser vivida intensamente, eu não quero fazer dela longa e tediosa, e sim intensa, mesmo que para isso tenha de ser curta. Logo, entro em mais uma luta comigo mesmo: O medo inicial, ou até final(em relação à conversa), que a impotência tempórea nos causa, pois, nesta mesma conversa, o maior acordo que tivemos foi na hora que quase ao mesmo tempo dissemos: 'O meu medo não é de morrer em si, mas de deixar as pessoas que amo nesse lugar. Não sei como elas reagiriam sem mim, não sei se suportariam, tenho medo de deixá-las'.
Cara, esse é um paradoxo terrível, e digo mais, entro em um colapso, chego a ficar anestesiado, pois sou completamente a favor da auto-destruição a fim de criar belas obras, viver e morrer pela arte. O sujeito não consegue ser incrível sem um pouco (ou até muito) de auto-destruição. Não tem como ser perfeito artisticamente estando em uma vida perfeita, isso é mito de pessoas alienadas. E outra, a vida perfeita é mais uma ilusão, cujos iludidos criam para si essa fantasia com o intuito de se enganar, e assim não se culparem tanto por suas imperfeições. Sabe, cara, é uma briga de valores, de sentimentos, tudo isso é uma grande ilusão, tudo isso é uma grande patifaria, onde os reais valores são ofuscados e escondidos por uma hipocrisia que cita que a vida perfeita é aquela que envolve a rotina, os bons hábitos, a família, a moral e os bons costumes. Discordo plenamente! A 'vida perfeita' que nos é passada não passa de um grande papo furado, é só merda! A 'vida perfeita' não é perfeita. A real vida perfeita é aquela que tem o sofrimento como base, é aquela que nos dá sentimentos profundos e obscuros, que nos mune contra as situações mais intensas, e que, por fim, nos faz criar coisas belas, intensas e profundas, mesmo que o preço seja a destruição de nossas vidas. Resumindo, a vida perfeita é já ter estado no Inferno, e conseguir ir de lá para o paraíso sozinho, e voltar quando quiser, utilizando assim do seu livre arbítrio, usando sentimentos, tudo pela maldita(?) arte.
Mas, voltando à morte em si, creio eu que, todo mundo, sem exceção, sente um grande medo na hora que está prestes a partir e situações do tipo. Essa ideia, que inclusive citei inicialmente, que 'eu apenas sinto medo de morrer, por causa das pessoas que vou deixar por aqui' acho real, porém não única. Não acho que é só isso que me deixa com medo de partir, mas também tudo que ainda eu tenho para fazer, coisas que eu quero ser, fazer, ver, sentir, ouvir, cheirar, eu realmente não gostaria que fosse a hora ainda. E também tem o fato do medo em si na hora de partir, como diria Renato Russo "Sentir a sensação estranha que é a morte'. Eu, mas não só eu como quase todo mundo, sentirá medo dessa sensação inevitável.
Por fim, caros leitores, só lhes posso citar que, a morte é um dos assuntos, e na minha opinião, O ASSUNTO mais importante a ser discutido. Nisso vimos, como já citei um zilhão de vezes eu acho, de base a ápice, do começo ao fim. Mas, um fim não deve ser apenas o fim, eu não pretendo ter meu fim no fim. E o que fazer quando a morte vier? Como ela vai vir? Como ela cheira? Tantas perguntas, tão poucas respostas. O tempo dirá, No seu...e no meu leito, amigo.
Obrigado.
Not Enough!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Doença
Sim! O garotinho do olho verde aqui, que todo mundo acha que sabe o máximo da vida dele, cresceu, e sente os efeitos de ser um possível adulto mais do que nunca. Possível?! Bem, tenho a dizer que sou mais adulto que muitos adultos mais, supostamente, adultos por aí. E sim, gênio, eu tava falando sobre mim, só que em terceira pessoa...
Sim, é a doença! A maldita doença!
Você que olha superficialmente para tudo e para todos, sem se importar, fazendo-se um cúmulo de presunção, ditando a verdade absoluta, sem se importar com a verdade alheia, e com a verdadeira realidade, não sabe um terço do que acontece aqui dentro...de mim!
A doença me corrói, a doença me excita, a doença me aquieta, a doença me assombra, a doença me mata. A doença, amigo! Sabe qual?!
Bem, eu lhe digo qual!
A doença de me corroer por dentro, ao lembrar do meu passado, das chances aproveitadas e perdidas, a doença de não ter uma motivação para viver, a doença da paranoia, a doença de sentir o seu corpo arder e doer da pior forma possível, em questão de raízes psicológicas.
Isso foi apenas um leve prelúdio sobre aquilo que você verá, uma forma despudorada sobre a mais podre doença que alguém pode ter, o SENTIR em si, aquilo que te entope, e o fedor que sai de você.
Ideias que não fazem sentido, você se sente um pedaço de lixo, vivendo em uma dimensão em que você não faz parte. Você, e seus malditos olhos verdes, a coisa mais superficial e patética! Atrás desses olhos, meus caros, tudo pulsa, tudo se omite, tudo passa, tudo força...
A ESTABILIDADE ESTÁ AQUI COMIGO!
EM UM MOMENTO EU SOU AQUILO QUE SEMPRE QUIS, E EM TORNO DE UM MINUTO ME TORNO NOVAMENTE...AQUILO QUE NUNCA DESEJEI SER!
Mas vamos com calma, não deixando o nosso pessimismo abalar nossa sanidade...MAS QUE MALDITA SANIDADE???!
E COMO SER SÃO??
COMO VOCÊ PODE SE DECLARAR SÃO SE...VIVER É A MAIOR LOUCURA QUE SE PODE ENFRENTAR???!
Bem, viver pode ser bom, mas até que ponto?!"Mas Deus disse..."
E VOCÊ CRISTÃOZINHO HIPÓCRITA QUE ADORA JULGAR OS OUTROS, ME RESPONDE UMA COISA????!
QUE CRISTÃO NUNCA SE REVOLTOU CONTRA DEUS??!
Não venho aqui pregar o 'anticristianismo' se assim podemos chamar. Mas, qual o verdadeiro sentido da vida??!
Porra, p´ra quê tantas perguntas da minha parte?!
Eu sou um aspira a escritor, deveria conter as malditas respostas!
ERRADO!!
TENHO TANTAS, OU MAIS DÚVIDAS DO QUE VOCÊS, TALVEZ!
A vida é um plano feito para se fracassar. E tendo isso em mente, qual a motivação que sobra para se viver?!
Talvez a motivação seja viver dentro do seu universo! Um universoPARALELO E PRÓPRIO, cultivando da sua própria insanidade, e dando passagem para aqueles que te entendem a adentrarem o seu mundinho, e assim tendo acesso a outros universos, àqueles universos que valem a pena ser adentrados.
Mas, não vamos desviar o foco (MAIS DO QUE JÁ ESTÁ DESVIADO)..
...A MINHA DOENÇA É A PIOR DE TODAS AS DOENÇAS, CUJOS HUMANOS (AQUELES BENDITOS DIFERENCIADOS) PORTAM TAMBÉM....
...DOENÇA DA PARANOIA, DOENÇA DE VOLTAR PARA UM MALDITO LUGAR E TER DE VER AS MALDITAS PESSOAS NOVAMENTE, DOENÇA DE TER MEDO DE FICAR SOZINHO, DOENÇA DE ESTAR ESCREVENDO UMA PORRA DE UM TEXTO E TER MEDO DE SER JULGADO POR ISSO, E POR FIM, A DOENÇA MAIS DOLOROSA, AQUELA DE SENTIR E SABER QUE EU NÃO TE CAUSO NADA.
Logo, o meu antídoto é você. Mas você não existe.
...Logo, viver é incurável.
Sim, é a doença! A maldita doença!
Você que olha superficialmente para tudo e para todos, sem se importar, fazendo-se um cúmulo de presunção, ditando a verdade absoluta, sem se importar com a verdade alheia, e com a verdadeira realidade, não sabe um terço do que acontece aqui dentro...de mim!
A doença me corrói, a doença me excita, a doença me aquieta, a doença me assombra, a doença me mata. A doença, amigo! Sabe qual?!
Bem, eu lhe digo qual!
A doença de me corroer por dentro, ao lembrar do meu passado, das chances aproveitadas e perdidas, a doença de não ter uma motivação para viver, a doença da paranoia, a doença de sentir o seu corpo arder e doer da pior forma possível, em questão de raízes psicológicas.
Isso foi apenas um leve prelúdio sobre aquilo que você verá, uma forma despudorada sobre a mais podre doença que alguém pode ter, o SENTIR em si, aquilo que te entope, e o fedor que sai de você.
Ideias que não fazem sentido, você se sente um pedaço de lixo, vivendo em uma dimensão em que você não faz parte. Você, e seus malditos olhos verdes, a coisa mais superficial e patética! Atrás desses olhos, meus caros, tudo pulsa, tudo se omite, tudo passa, tudo força...
A ESTABILIDADE ESTÁ AQUI COMIGO!
EM UM MOMENTO EU SOU AQUILO QUE SEMPRE QUIS, E EM TORNO DE UM MINUTO ME TORNO NOVAMENTE...AQUILO QUE NUNCA DESEJEI SER!
Mas vamos com calma, não deixando o nosso pessimismo abalar nossa sanidade...MAS QUE MALDITA SANIDADE???!
E COMO SER SÃO??
COMO VOCÊ PODE SE DECLARAR SÃO SE...VIVER É A MAIOR LOUCURA QUE SE PODE ENFRENTAR???!
Bem, viver pode ser bom, mas até que ponto?!"Mas Deus disse..."
E VOCÊ CRISTÃOZINHO HIPÓCRITA QUE ADORA JULGAR OS OUTROS, ME RESPONDE UMA COISA????!
QUE CRISTÃO NUNCA SE REVOLTOU CONTRA DEUS??!
Não venho aqui pregar o 'anticristianismo' se assim podemos chamar. Mas, qual o verdadeiro sentido da vida??!
Porra, p´ra quê tantas perguntas da minha parte?!
Eu sou um aspira a escritor, deveria conter as malditas respostas!
ERRADO!!
TENHO TANTAS, OU MAIS DÚVIDAS DO QUE VOCÊS, TALVEZ!
A vida é um plano feito para se fracassar. E tendo isso em mente, qual a motivação que sobra para se viver?!
Talvez a motivação seja viver dentro do seu universo! Um universo
Mas, não vamos desviar o foco (MAIS DO QUE JÁ ESTÁ DESVIADO)..
...A MINHA DOENÇA É A PIOR DE TODAS AS DOENÇAS, CUJOS HUMANOS (AQUELES BENDITOS DIFERENCIADOS) PORTAM TAMBÉM....
...DOENÇA DA PARANOIA, DOENÇA DE VOLTAR PARA UM MALDITO LUGAR E TER DE VER AS MALDITAS PESSOAS NOVAMENTE, DOENÇA DE TER MEDO DE FICAR SOZINHO, DOENÇA DE ESTAR ESCREVENDO UMA PORRA DE UM TEXTO E TER MEDO DE SER JULGADO POR ISSO, E POR FIM, A DOENÇA MAIS DOLOROSA, AQUELA DE SENTIR E SABER QUE EU NÃO TE CAUSO NADA.
Logo, o meu antídoto é você. Mas você não existe.
...Logo, viver é incurável.
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